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ALMT lidera articulação para incluir piscicultura no MT Produtivo

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Foto: Vanderson Ferraz/Assessoria de Gabinete

Apesar do forte potencial produtivo, Mato Grosso ainda depende de outros estados para abastecer o consumo interno de pescado. Atualmente, cerca de 80% do peixe consumido no estado vem de Rondônia, evidenciando gargalos históricos na organização da cadeia produtiva local.

O cenário foi apresentado durante a terceira missão de implementação do Projeto Mato Grosso Produtivo, realizada nesta segunda-feira (13), na sede do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea). O encontro reuniu técnicos do Banco Mundial, representantes do Governo do Estado, parlamentares e lideranças do setor aquícola, com o objetivo de viabilizar a inclusão da piscicultura no programa e garantir a sustentabilidade da atividade.

Com investimento total previsto de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões financiados pelo Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões de contrapartida do Estado, o MT Produtivo tem como foco impulsionar cadeias produtivas da agricultura miliar.

Durante a apresentação, a Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (Aquamat) destacou que o estado possui condições climáticas altamente favoráveis à piscicultura, com três principais regiões produtoras, Baixada Cuiabana, Médio Norte e Araguaia. No entanto, a atividade ainda apresenta baixo crescimento ao longo da última década, fortemente concentrada em pequenos produtores, que representam entre 80% e 90% do setor.

A falta de cooperação da cadeia produtiva foi apontada como um dos principais entraves. Atualmente, produtores e frigoríficos atuam de forma independente, gerando desequilíbrios entre oferta e demanda. Em alguns períodos há excesso de produção, enquanto em outros há escassez, o que reforça a necessidade de importação de pescado de outros estados.

O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), defendeu uma mudança estrutural na forma de atuação do poder público no setor.

“Temos a oportunidade de fazer essa virada de chave. Medidas pontuais não resolvem. Precisamos estruturar a cadeia, criar alternativas para que o produtor possa produzir com autonomia, gerar renda e agregar valor. A piscicultura tem potencial enorme, desde a produção de alevinos até a industrialização”, afirmou.

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Botelho também destacou a importância de integrar toda a cadeia produtiva, incluindo fábricas de ração, unidades de abate e organização logística, como forma de garantir previsibilidade e sustentabilidade econômica.

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos), reforçou que o fortalecimento do setor passa necessariamente pela organização coletiva dos produtores.

“Esse modelo precisa ser baseado em cooperativas bem estruturadas e profissionalizadas. O pequeno produtor precisa de suporte técnico, acesso a insumos e mercado. Quando há organização, como vemos em outros setores, o resultado aparece”, pontuou. Ele citou experiências bem-sucedidas de cooperativismo em Mato Grosso como exemplo de transformação econômica e inclusão produtiva.

Nininho ainda destacou o trabalho da Cooperativa dos Produtores de Leite de Campinápolis que, apesar das grandes dificuldades iniciais, representa hoje uma força econômica significativa no município e atua como um verdadeiro pilar da agricultura familiar na região.

“A Campileite, em Campinápolis, é um exemplo claro de como a cooperação transforma realidades. Um município com forte presença indígena e diante de muitas dificuldades no início, os produtores se uniram, estruturaram uma cooperativa e hoje contam com uma cadeia organizada, que gera renda, fortalece a agricultura familiar e impulsiona a economia local”, enfatizou o parlamentar.

O presidente da Aquamat, Darci Carlos Fornari, apresentou a proposta de criação de um Plano Diretor da Piscicultura, com foco na organização regional da produção e definição de modelos produtivos adequados a cada realidade.

“A estratégia é entender a piscicultura como um todo, respeitando as particularidades de cada região, o perfil dos produtores e os sistemas produtivos mais adequados. Isso permitirá avançar de forma estruturada e sustentável”, explicou.

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Segundo ele, a atividade se encaixa diretamente nos objetivos do Banco Mundial, especialmente no fortalecimento da produção de pequena escala e na promoção da segurança alimentar.

A economista agrícola do Banco Mundial, Barbara Farinelli, destacou que a inclusão da piscicultura no projeto depende de estudos técnicos mais aprofundados.

“Precisamos compreender melhor a cadeia, identificar gargalos, avaliar a viabilidade econômica e entender onde entram os pequenos produtores, o setor público e o privado. Com essas informações, será possível avaliar a inclusão da piscicultura em futuras etapas do projeto”, afirmou.

A executiva explicou ainda que o MT Produtivo foi estruturado ao longo de dois anos e que os recursos já estão alocados, mas novas análises podem abrir espaço para a cadeia em fases futuras.

A inclusão da piscicultura no Projeto Mato Grosso Produtivo é vista como uma oportunidade estratégica para reorganizar a cadeia, reduzir a dependência externa e fortalecer a produção local. A proposta envolve a estruturação completa do setor, da produção de alevinos ao abate, com foco em cooperativismo, assistência técnica e investimentos estruturantes. Se avançar, a iniciativa pode transformar a piscicultura em uma importante fonte de renda para a agricultura familiar, além de contribuir para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico regional.

Panorama – Dados apresentados durante o encontro mostram que o estado possui cerca de 4.500 empreendimentos ativos, sendo a grande maioria de pequeno porte. A produção gira em torno de 50 mil toneladas por ano, com receita estimada em R$ 600 milhões anuais.

Apesar disso, apenas 200 empreendimentos possuem licenciamento, evidenciando desafios na regularização e estruturação da atividade.

Outro ponto relevante é a concentração produtiva, um pequeno grupo de grandes produtores responde por parcela significativa da produção, enquanto a maioria enfrenta dificuldades de escala, acesso a insumos e mercado.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT inicia maio com agenda intensa de sessões, comissões e homenagens

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) inicia o mês de maio com uma agenda movimentada, marcada por sessões ordinárias, reuniões de comissões permanentes, eventos institucionais e homenagens. Entre os dias 4 e 8 de maio, os trabalhos legislativos reforçam o compromisso da Casa com o debate de políticas públicas, a valorização de categorias profissionais e o diálogo com a sociedade.

Segunda-feira (4)

A programação começa na segunda-feira (4), às 19h, com sessão especial para entrega de moções de aplausos, proposta pela deputada Eliane Xunakalo (PT). O evento será realizado no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, para homenagear lideranças indígenas e instituições parceiras que atuam no estado.

Terça-feira (5)

Na terça-feira (5), o destaque é a atuação das comissões permanentes, que se reúnem ao longo do dia para discutir e deliberar sobre matérias em tramitação. Às 10hs estão previstas reuniões das comissões de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos e a de Saúde, Previdência e Assistência Social. Às 14:30 de Constituição, Justiça e Redação e às 16hs a de Trabalho, Administração e Serviço Público. As reuniões ocorrem nas salas “Deputado Oscar Soares” e “Deputada Sarita Baracat”.

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Ainda na terça-feira, às 19h, será realizada sessão especial de homenagens aos servidores da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), por iniciativa do deputado Paulo Araújo (Republicanos), também no plenário principal da Casa.

Quarta-feira (6)

A quarta-feira (6) será dedicada às sessões ordinárias, com reuniões presenciais e remotas, incluindo votação de matérias constantes na Ordem do Dia. Com dispensa de pauta, os deputados devem apreciar o projeto que busca dar respaldo legal para Mato Grosso atuar junto à União em ações emergenciais no setor de combustíveis, garantindo mais segurança no abastecimento e tentando minimizar impactos econômicos para a população.

É o Projeto de Lei 491/2026, da Mensagem 76/2026, que autoriza o Poder Executivo a aderir à cooperação financeira com a União, nos termos da Medida Provisória nº 1.349, de 7 de abril de 2026, que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, nas condições que especifica, estende a vigência de tratamento previsto na Lei nº 7.263, de 27 de março de 2000, e dá outras providências.

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Também no dia 6, às 18h, o deputado Max Russi (Pode) realiza sessão especial para entrega de honrarias a personalidades e instituições.

Quinta-feira (7)

Na quinta-feira (7), às 15h, o deputado Dr. João (MDB) promove evento de entrega de moções de aplausos aos oftalmologistas, reconhecendo a atuação desses profissionais na área da saúde. À noite, às 19h, o deputado Fábio Tardin (Pode) realiza sessão especial com entrega de honrarias e moções de aplausos. Os dois eventos serão no plenário.

Sexta-feira (8)

Encerrando a semana, dia 8, às 19h, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) conduz sessão especial, no plenário da ALMT, para entrega de moções de aplausos.

As atividades definidas na agenda podem sofrer alterações durante a semana.

Fonte: ALMT – MT

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