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Banca julgadora destaca qualidade técnica e diversidade de pautas no 1º Prêmio de Jornalismo da ALMT

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Membros da banca julgadora, do 1º Prêmio de Jornalismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) – Troféu Parlamento, destacam a qualidade técnica, a diversidade de pautas e o compromisso com o jornalismo público dos trabalhos inscritos na edição inédita da premiação. Todos os projetos foram avaliados e os vencedores serão anunciados na noite desta quinta-feira (29) no Teatro Zulmira Canavarros.

Conforme previsto no regulamento, os trabalhos foram analisados pela Comissão Técnica de Avaliação e Julgamento, formada por profissionais de comunicação com reconhecida atuação no cenário estadual e nacional, além de docentes de universidades públicas. A composição plural garantiu rigor técnico, isenção e diferentes olhares sobre a produção jornalística.

A comissão é formada por representantes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT).

O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Itamar Perenha, avaliou de forma positiva a iniciativa da ALMT, destacando o reconhecimento coletivo ao trabalho da imprensa. Segundo ele, o prêmio foi bem recebido pela categoria, que se sentiu valorizada ao ter sua atuação lembrada e reconhecida institucionalmente. Perenha também ressaltou a importância da premiação como estímulo à qualificação profissional e ao fortalecimento do jornalismo público.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

“A categoria se sente honrada por ser lembrada. Esse prêmio reconhece um esforço coletivo e valoriza o trabalho do jornalista, que muitas vezes atua de forma intensa, sem o devido reconhecimento. Além disso, incentiva a melhoria contínua da qualidade da informação”, afirmou o sindicalista.

Para o secretário de Comunicação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Raoni Ricci, participar da comissão julgadora foi uma experiência marcante.

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“No campo da comunicação, foi minha primeira oportunidade de integrar uma banca julgadora. Foi uma experiência que certamente vai contribuir para minha atuação profissional. De forma geral, os trabalhos conseguiram demonstrar, com exemplos práticos e linguagem acessível, a importância da Assembleia Legislativa para a sociedade”, afirmou.

Ricci também destacou o simbolismo da premiação. “O Troféu Parlamento reconhece o trabalho da imprensa mato-grossense, incentiva a produção de conteúdos que traduzem para a sociedade a relevância da atuação dos deputados estaduais e fortalece a democracia”, completou.

A diretora de Comunicação da Defensoria Pública do Estado, Érika Oliveira, ressaltou a importância do jornalismo público em tempos de desinformação.

“Não basta informar, é necessário alcançar a população de forma estratégica, com intenção, transparência e empatia. O jornalismo ético fortalece a democracia e forma cidadãos conscientes dos seus direitos. Tivemos matérias inscritas que provam isso na prática”, avaliou.

Segundo ela, os trabalhos evidenciaram os impactos da atuação parlamentar na vida das pessoas e o cuidado com a apuração, linguagem e formatos adequados à comunicação pública contemporânea.

O chefe da Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado (MPE-MT), jornalista Jonathan Cosme, destacou que os trabalhos jornalísticos foram avaliados com rigor técnico, levando em conta critérios como uso adequado de dados, confiabilidade das fontes, clareza narrativa, qualidade estética e originalidade, garantindo credibilidade e relevância da informação. Segundo ele, chamou atenção a abordagem criativa e humanizada das pautas sobre a ALMT, com apresentação de resultados concretos que beneficiam diretamente a sociedade.

“Os trabalhos foram avaliados de forma criteriosa, considerando elementos fundamentais para garantir a credibilidade e a relevância da informação, acima de qualquer interesse individual”, afirmou Cosme, ao ressaltar ainda o incentivo ao jornalismo ético, responsável, investigativo e inovador. Além de um sistema de avaliação eficiente e intuitivo para a análise dos conteúdos.

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Representando a academia, a coordenadora do curso de Jornalismo da Unemat – campus Tangará da Serra, professora Roscéli Kochhann, avaliou positivamente a diversidade temática dos trabalhos.

“Achei muito interessante a diversidade de pautas propostas, o que indica que os profissionais estão atentos ao que tem sido discutido na Assembleia. No geral, são bons trabalhos, com destaque para aqueles que apresentaram maior aprofundamento da apuração, diversidade de fontes e exploração de diferentes linguagens”, observou.

“Os trabalhos inscritos revelam diversidade temática e relevância social, abordando desde a memória da Assembleia Legislativa até ações voltadas à melhoria da qualidade de vida, com destaque para a saúde pública e os direitos das mulheres. As produções universitárias demonstram interesse e senso crítico dos jovens sobre o trabalho legislativo e a participação popular. O sistema de votação digital foi eficiente e bem organizado, contribuindo para uma experiência enriquecedora”, afirmou o integrante da banca Moacir Francisco, professor da UFMT.

CRITÉRIOS – O julgamento ocorreu por meio da atribuição de notas de zero a cinco, admitindo-se frações decimais, com base em critérios objetivos, como: adequação ao tema, qualidade do texto, criatividade e inovação, profundidade e abrangência da abordagem, fontes de informação e qualidade estética.

A metodologia adotada priorizou a qualidade do conteúdo jornalístico, que concentrou 75% do peso total da avaliação, assegurando que aspectos como clareza, aprofundamento e inovação fossem determinantes no resultado final.

PRÊMIO – A cerimônia de entrega do 1º Prêmio de Jornalismo do Parlamento – Troféu Parlamento será realizada nesta quinta-feira (29), às 19 horas, no Teatro Zulmira Canavarros. Além da premiação dos trabalhos vencedores, o evento contará com a realização de duas palestras com destaque nacional: o jornalista Fernando Mitre e o consultor de marketing Marcelo Vitorino.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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