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Jardim Fortaleza recebe 324 escrituras e vai ter asfalto garantido com emenda de Botelho

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O bairro Jardim Fortaleza, nesta quinta-feira (27), vivenciou um momento histórico com a entrega de 324 escrituras às famílias que aguardavam há quatro décadas pela segurança jurídica. A ação integra o programa de regularização fundiária idealizado pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), que em parceria, já entregou mais de 20 mil títulos em Mato Grosso.

Na solenidade, Botelho celebrou o momento reafirmando o compromisso com a regularização fundiária e com asfalto em Cuiabá. “Fico muito feliz em poder entregar esse documento que muda a vida das pessoas. E não vamos parar por aqui – o asfalto para todas as ruas do Jardim Fortaleza já está garantido com recursos que viabilizamos e vai ser entregue ainda neste ano”, anunciou o deputado.

Morador do bairro há 36 anos, Ubaldo Cruz, presidente da Associação de Moradores do Jardim Fortaleza, definiu a conquista como uma vitória coletiva. “Essa escritura é uma luta de quatro décadas. Botelho idealizou essa ação e agora mais de 600 famílias aqui serão beneficiadas aqui no bairro”, celebrou o líder comunitário, que também foi beneficiado com a escritura.

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Etevaldo dos Santos, que vive no Jardim Fortaleza há 25 anos, foi ainda mais enfático: Agora está no meu nome, é meu de verdade. Sem esse documento, a gente não é dono de nada.

A emoção tomou conta de Jaqueline Ramos de Souza, moradora há 16 anos do bairro, ao receber a escritura em mãos. “É um sonho realizado. E o deputado Botelho sempre esteve com a gente, acompanhando tudo de perto”, disse, com um largo sorriso no rosto, abraçando o parlamentar.

Durante o discurso, o governador Mauro Mendes destacou, em referência a Botelho, que Mato Grosso vive o maior programa de regularização fundiária da história: 20 mil documentos entregues desde 2019. “E as escrituras já vêm registradas em cartório, tudo de forma gratuita. Parabéns aos nossos servidores e a todos os parceiros que estão ajudando a fazer isso virar realidade”, afirmou.

Ubaldo Cruz, pres. da Associação de Moradores do Jardim Fortaleza, ao lado do Botelho e Euclides, definiu a conquista como vitória coletiva

Ubaldo Cruz, pres. da Associação de Moradores do Jardim Fortaleza, ao lado do Botelho e Euclides, definiu a conquista como vitória coletiva

Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

Parceiros – A entrega da primeira etapa das escrituras no Jardim Fortaleza é fruto da união de esforços entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Governo do Estado, o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e a Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

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Fonte: ALMT – MT

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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