Pela primeira vez, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participa com estande oficial da Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde. Durante a abertura do evento, na noite de segunda-feira (23), o presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), destacou a iniciativa inédita como um marco na aproximação com o setor produtivo.
“Pela primeira vez, a Assembleia Legislativa conta com um estande oficial para acompanhar de perto o que fortalece nosso estado. Estar presente aqui é reafirmar o nosso compromisso com o desenvolvimento do agro e com o bem-estar de todos os mato-grossenses”, destacou Max Russi.
O presidente ressaltou ainda que a Assembleia Legislativa tem assumido um papel de protagonismo em temas estratégicos para a economia mato-grossense. Os deputados têm percorrido o interior do estado, ouvindo a população e trazendo para dentro da Casa as demandas, como o debate sobre fertilizantes e a sustentabilidade no campo.
“O Parlamento estadual tem sido um aliado constante do setor, atuando em frentes sensíveis como a moratória da soja, pauta que contou com a colaboração de muitos atores, e a preservação das bacias do Rio Cuiabá. Utilizamos todos os instrumentos para garantir que o progresso do agro ocorra com segurança jurídica e equilíbrio ambiental”, afirmou.
A Secretaria de Comunicação da ALMT consolidou uma estratégia de inovação durante a Show Safra ao transferir parte de sua estrutura técnica para o parque de exposições. “No estande da Connect, estabelecemos uma parceria com o Sicredi para utilizar um espaço de podcast e rádio de última geração. Estamos produzindo conteúdo ao vivo, direto da feira, conectando a nossa redação e equipes de TV aos principais temas do setor e à atuação parlamentar aqui no campo”, pontuou José Marques, secretário adjunto de Comunicação.
O estande da Assembleia é um espaço onde os deputados podem atender, tem toda uma estrutura de sala, recepção, podendo atender os prefeitos e os agentes políticos dos municípios aqui da região.
Show Safra 2026 – O Show Safra Mato Grosso acontece de 23 a 27 de março, sendo considerado um dos principais eventos do agronegócio brasileiro. A programação reúne inovação, tecnologia e oportunidades de negócios, consolidando Lucas do Rio Verde como referência nacional no agronegócio.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), destacou os avanços na busca por uma solução para a situação dos moradores dos bairros Silvanópolis, Paraisópolis e de trechos do Jardim Vitória, em Cuiabá.
Em reunião realizada nesta terça-feira (16), no Palácio Paiaguás, com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o prefeito Abilio Brunini (PL) e representantes de outros poderes, ficou definido que estado e município deverão formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O acordo será mediado pelo Ministério Público Estadual (MPE), para garantir moradia digna às famílias e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção ambiental da região conhecida como Águas Nascentes.
O encontro foi articulado pelo deputado após a realização de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa em maio deste ano para discutir o tema.
“Estou muito feliz! O problema chegou até a Assembleia Legislativa por meio da vereadora Katiuscia e o vereador Sargento Joelson, nós convocamos uma audiência pública, fizemos uma grande audiência pública. A população se fez presente, estava descrente de uma solução para esse problema. Dessa audiência pública nós conseguimos o encaminhamento com o governador para traçarmos uma solução”, declarou.
A reunião também contou com a participação do deputado Júlio Campos (União), dos vereadores Sargento Joelson e Katiuscia Mantelli, ambos do Podemos, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da concessionária Águas Cuiabá.
Foto: Gil Gomes/Assessoria de Gabinete
Liminar de desapropriação – Os moradores da região enfrentam uma longa disputa envolvendo a desapropriação da área, onde vivem aproximadamente 1,8 mil famílias. O local pertence ao Estado e é destinado à proteção ambiental.
A situação ganhou novo capítulo, após uma liminar judicial, expedida em abril deste ano, notificar a prefeitura de Cuiabá e o governo do estado para que realizem estudos de desocupação e recuperação ambiental da área. A decisão é fruto de uma Ação Civil Pública Ambiental que tramita há mais de 10 anos na Justiça.
No entanto, o cumprimento da medida foi interrompido para que os entes envolvidos buscassem uma solução consensual para o caso.
Encaminhamento das soluções – Como alternativa, o TAC deverá prever a doação das áreas estaduais ao município. O governo do estado se comprometeu a garantir a infraestrutura necessária, com pavimentação, abastecimento de água e rede de esgoto.
Enquanto ao município caberá conduzir o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), com apoio técnico da Águas Cuiabá e da UFMT. O parlamento estadual também poderá contribuir financeiramente com a realização de estudos técnicos, caso seja necessário.
Apesar do acordo, parte dos moradores precisará ser remanejada por ocupar áreas consideradas de risco. Segundo estimativas, esse grupo corresponde a cerca de 30% da população local que deverá receber incentivos do governo para serem realocados em outra região.
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