POLÍTICA NACIONAL

Augusta Brito destaca ações da Procuradoria da Mulher

Publicado em

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (12), a senadora Augusta Brito (PT-CE) destacou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher no combate à violência contra as mulheres. A parlamentar, que ocupa o cargo de procuradora, ressaltou que a atuação do órgão do Senado tem se concentrado no enfrentamento à violência política de gênero e na criação de ferramentas de acolhimento e denúncia.

— É uma causa que exige muita coragem, sensibilidade e compromisso institucional. Nós estabelecemos como prioridade o combate à violência política de gênero, uma das faces mais cruéis das tentativas de silenciar a voz das mulheres que atuam na vida pública. Foi com esse propósito que lançamos, no último dia 22 de outubro, o Zap Delas, uma ferramenta única entre todos os Senados do mundo, que já começa a mostrar resultados concretos — disse.

Desarmamento

Augusta também destacou o projeto de lei (PL 3.097/2025), de sua autoria, que propõe alterar o Estatuto do Desarmamento para impedir a compra de armas de fogo por pessoas que respondem a inquérito policial por violência doméstica e familiar. Segundo a parlamentar, a proposta é uma medida preventiva essencial para evitar tragédias e fortalecer as políticas de proteção às mulheres.

Leia Também:  Entra em vigor lei que aumenta as penas para abandono de idoso ou pessoa com deficiência

— O projeto reforça a proteção das mulheres, atua diretamente na prevenção da vida e torna as medidas protetivas da Lei Maria da Penha ainda mais eficazes. É uma proposta que traduz, na prática, o compromisso deste Parlamento com a vida e com a dignidade das mulheres brasileiras — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

Published

on

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Leia Também:  IFI confirma cumprimento da meta fiscal, mas alerta para aumento da dívida

A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

Leia Também:  Motta afirma que Lei Antifacção é uma grande demonstração de maturidade política

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA