POLÍTICA NACIONAL

Bancários apontam riscos em operações do Banco Master e questionam tentativa de compra pelo BRB

Publicado em

Representantes do Sindicato dos Bancários de Brasília afirmaram nesta terça-feira (9) que, desde 2024, alertam para fragilidades nas operações do Banco Master e para os riscos da proposta de aquisição pelo Banco de Brasília (BRB). As declarações foram feitas em audiência da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a operação em junho de 2025 ao analisar apenas os efeitos concorrenciais. O Banco Central, porém, barrou a compra em setembro por identificar riscos elevados e inconsistências nos ativos do Master, incompatíveis com o perfil do BRB. A decisão encerrou a negociação e antecedeu a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de irregularidades no Master e nas tratativas da compra.

O diretor financeiro do sindicato, Ivan Amarante, afirmou que a entidade acompanha o caso desde que técnicos da Caixa Econômica Federal rejeitaram uma operação com o Master. Segundo ele, estudos do Dieese embasaram denúncias enviadas ao Ministério Público Federal e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ele disse haver indícios de que a situação estava se tornando “muito grande para não ser devidamente investigada”.

Leia Também:  Comissão aprova regra para cooperativas de crédito oferecerem prêmios financeiros em promoções

Amarante citou falhas em operações de crédito consignado, crédito cesta e cartão, especialmente na Bahia, onde, segundo afirmou, o Master “simplesmente não faz o repasse desse dinheiro”. Ele também criticou a oferta de CDBs com taxas que chegavam a 140% do CDI. O sindicato também moveu uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra a lei distrital que autorizou a compra, por considerar que o processo foi “errado” e apressado.

Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Consequências da liquidação extrajudicial do Banco Master. Diretor do Ramo Financeiro - Sindicato dos Bancários de Brasília, Ivan Amarante de Albuquerque.
Ivan Amarante: situação estava se tornando “muito grande para não ser devidamente investigada”

Aprovação do Cade
O representante do Cade, Hugo Vecchiato, afirmou que a análise não tratou da saúde financeira do Master, mas dos efeitos concorrenciais no mercado. “Essa análise não se debruça sobre quem está fazendo, quem são as pessoas, qual o tipo de ativo que está sendo adquirido, mas sim em razão do efeito que isso gera no mercado”, disse.

Ele explicou que a participação conjunta de BRB e Master ficaria abaixo de 20% do mercado relevante, limite previsto na Lei 12.529/11, o que dispensou a aplicação de “remédios concorrenciais”.

Leia Também:  CCJ aprova exame de corpo de delito humanizado

Denúncias
O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que pediu a audiência, questionou se o Banco Central e o Cade tinham conhecimento das cerca de 19 denúncias apresentadas pelo sindicato antes da suspensão da negociação. Para ele, o caso configura um “escândalo gigantesco, de uma fraude evidente”, com impacto potencial para consumidores e para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O parlamentar disse que a comissão tem o papel de “colocar luz sobre todo o processo” e afirmou que, em situações como essa, “quem acaba pagando a conta são os cidadãos brasileiros”.

Ausências
A deputada Erika Kokay (PT-DF) criticou a ausência de representantes do Banco Master, do BRB, do Banco Central e da CVM, considerados essenciais para o debate.

Segundo ela, a participação desses órgãos é fundamental para “colocar luz sobre todo o processo que resultou nesse grande e fabuloso escândalo”. A parlamentar afirmou que continuará insistindo para que os ausentes sejam chamados a prestar esclarecimentos.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Davi comemora identificação de petróleo na Margem Equatorial

Published

on

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, comemorou nesta sexta-feira (14) a identificação de petróleo em águas profundas da Marquem Equatorial brasileira. Em nota à imprensa, ele disse que recebeu a informação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

“Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil”, escreveu.

A Marquem Equatorial é uma zona litorânea e marítima que vai do Amapá até o Rio Grande do Norte. A descoberta anunciada nesta sexta ocorreu na costa do Amapá, estado do senador. Leia abaixo a íntegra da nota.

NOTA À IMPRENSA

Hoje é um dia histórico para o Amapá e para o Brasil. Um dia que confirma aquilo em que sempre acreditamos: o Amapá é gigante e tem muito a contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

Acabei de ser informado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, de que a companhia identificou a presença de petróleo em águas profundas da Margem Equatorial.

Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil.

Esse resultado também mostra a excelência da nossa Petrobras. Meu reconhecimento a todos os técnicos e profissionais da companhia que conduzem esse trabalho com competência, segurança e respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Esse é o Amapá gigante que a gente quer: protagonista de um Brasil que cresce com desenvolvimento, preservação e oportunidades para a nossa população.

Viva a nossa gente!
Viva o Amapá gigante!
Viva o Brasil!

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Leia Também:  Câmara aprova MP que libera R$ 520 milhões para ações de defesa civil

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA