POLÍTICA NACIONAL

Bittar critica gastos do Judiciário e uso de câmeras corporais por PMs

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (10), o senador Marcio Bittar (União-AC) questionou a declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, de que “o Judiciário não tem participação nem responsabilidade sobre a crise fiscal brasileira”.

Bittar afirmou que há estudos apontando o Brasil como líder do ranking global de gastos com tribunais. Também disse que o país destina 1,61% do PIB ao setor, o que estaria muito acima da média internacional, de 0,37%. Segundo ele, a maior parte dos custos está concentrada na folha de pagamentos e nos benefícios.

— O Brasil aprovou a lei do teto, e a Justiça, se não é o primeiro Poder, ou o único Poder [a fazer isto], é aquela que mais fura o teto. O maior volume do que se gasta do PIB brasileiro com o Judiciário nacional é com a folha de pagamentos; é com o pessoal, é com inativos e pensionistas, inclusive com os penduricalhos que, na maior parte das vezes, passam o valor do salário. Não dá para concordar, porque os fatos desmentem o nosso Excelentíssimo ministro Barroso quando ele diz que o Judiciário brasileiro não tem nada a ver com a crise fiscal que o país vive — criticou ele.

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PMs com câmeras

O senador também criticou a decisão do ministro Barroso que determinou o uso obrigatório de câmeras corporais por policiais militares no estado de São Paulo. Bittar argumentou que a medida expõe os agentes da lei a constrangimentos e dificulta o combate à criminalidade.

— Eu sou contra todas as atitudes que o Estado brasileiro faz para constranger os agentes da lei. (…) Os policiais do Brasil há muito tempo têm receio de agir contra o marginal, contra o bandido, contra o estuprador, contra o assassino, com medo de pegar uma retaliação e até perder o seu emprego. (…) O que eu acho interessante é que muitas autoridades, inclusive no Parlamento brasileiro, trabalham muito mais preocupados com o bandido do que com o agente do Estado brasileiro, com o policial. Muitos dessas autoridades têm segurança própria, como é o caso dos ministros do Supremo Tribunal Federal, e talvez não passem o que o povo brasileiro passa na mão das facções criminosas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comparecimento às urnas é usado como prova de vida do INSS

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem às urnas nas eleições de outubro terão o registro da votação utilizado como uma das formas de comprovação de vida. Segundo o Ministério da Previdência Social, as informações sobre o comparecimento serão repassadas pela Justiça Eleitoral ao INSS e serão utilizadas no processo de prova de vida dos beneficiários.

A informação foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira (22). O registro do comparecimento poderá ser usado sem a necessidade de o beneficiário procurar uma agência bancária ou do INSS especificamente para realizar a prova de vida. O comparecimento às urnas é uma das movimentações que podem ser utilizadas pelo instituto para confirmar que o beneficiário está vivo.

A possibilidade existe desde a publicação de uma portaria de 2022, que estabeleceu o uso de diferentes registros em bases de dados públicas e privadas para a comprovação de vida. O cruzamento de informações da Justiça Eleitoral com o INSS começou a ser realizado em 2024. Segundo o instituto, naquele ano foram considerados os registros de comparecimento às urnas de aproximadamente 21 milhões de beneficiários, resultando em cerca de 5 milhões de provas de vida atualizadas.

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O não comparecimento às urnas não provoca, por si só, a suspensão do benefício. O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, e o INSS continuará utilizando outras informações disponíveis nas bases de dados do governo para comprovar a vida do beneficiário, como atendimentos realizados e emissão de documentos. Segundo o TSE, o sistema biométrico estará disponível nas seções eleitorais nas eleições de 2026, mas a prova de vida do INSS não depende exclusivamente do comparecimento às urnas.

Senado Verifica

O Senado integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral por meio de protocolo firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A parceria busca ampliar a divulgação de informações verificadas sobre as eleições, o funcionamento das urnas eletrônicas, a fiscalização do processo eleitoral, a apuração dos votos e as normas que orientam as campanhas.

O Senado Verifica recebe dúvidas dos cidadãos e verifica informações com base em fontes oficiais e consultas às áreas técnicas. No dia 4 de outubro, primeiro turno das eleições, o serviço terá atendimento especial das 9h às 17h pelo WhatsApp (61) 98190-0601.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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