POLÍTICA NACIONAL

Câmara aprova projeto que aumenta cargos do TRT de São Paulo

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto que aumenta de 94 para 105 o total de cargos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, com sede no município de São Paulo, por meio da transformação de cargos vagos. De autoria do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Projeto de Lei 1694/25 será enviado ao Senado.

Os 11 desembargadores a mais terão seus cargos providos pela transformação de 27 cargos vagos de juiz do Trabalho substituto. Nessa transformação, haverá uma sobra orçamentária que o projeto direciona para a criação de 53 cargos de livre provimento (22 cargos em comissão CJ-1; 11 cargos CJ-2; 11 cargos CJ-3 e 9 funções comissionadas FC-5).

Segundo o texto, que contou com parecer favorável do relator, deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), as despesas decorrentes da transformação correrão à conta dos recursos orçamentários consignados ao TRT da 2ª Região no Orçamento geral da União.

Na justificativa do TST, o aumento de desembargadores decorre do fato de que a segunda instância “tem sido fortemente impactada pelo crescimento notável e constante na quantidade de processos distribuídos”.

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Celso Russomanno afirmou que a proposta busca atender ao crescimento da demanda de produção do tribunal e garantir amplo acesso da população à justiça regional trabalhista. “Com a transformação dos cargos, aquela corte poderá oferecer prestação jurisdicional condizente com as necessidades da região, mantendo o padrão de eficiência que as demandas da sociedade requerem”, disse.

A estimativa do TRT da 2ª região é de julgar 240 mil processos no 2º grau. O órgão abrange São Paulo e as regiões de Guarulhos, de Osasco, do ABC paulista e da Baixada Santista.

Debate em Plenário
Durante o debate em Plenário nesta quarta-feira (11), o deputado Reimont (PT-RJ) ressaltou que a proposta não gera aumento de despesa, pois apenas troca cargos de juízes para desembargadores do Trabalho. “Isso não tem nenhum aumento de despesa. É bom que fique claro”, afirmou.

Porém, o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), vice-líder da oposição, destacou que a não ocupação do cargo gera uma sobra do caixa contábil. “É insano achar que, tendo um cargo vago, vai entrar outra pessoa e não vai gastar mais. É ser irracional e não conhecer nada de contabilidade e de folha de pessoal”, declarou.

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O deputado Gilson Marques (Novo-SC) lembrou que, além dos cargos de desembargadores, o texto prevê a criação de 44 cargos em comissão de livre nomeação e de 9 funções comissionadas. “Temos de aprovar a extinção dessa vaga que não precisa, que demanda mais tributo, mais trabalho do pobre brasileiro”, afirmou o deputado.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) também criticou aumento de despesa. “Todos nós, em momento de dificuldade, temos de apertar o cinto. Acho que o Judiciário do Trabalho também deveria fazer da mesma forma.”

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

CAS discute projeto de fiscalização de políticas sociais do governo federal

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A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) discute nesta terça (25) o projeto que estabelece agosto como o mês em que o Congresso Nacional deve dar atenção especial à análise e à fiscalização das políticas públicas do governo federal na área social.

Entre os convidados para o debate estão dois ministros de Estado. A reunião terá início às 10h.

O projeto (PL 4.035/2023) também cria uma campanha de conscientização, determinando que agosto será o Mês Nacional de Combate à Desigualdade Social e de Enfrentamento à Pobreza.

A proposta foi apresentada em 2023 pelo então deputado federal Guilherme Boulos, que se licenciou do cargo em 2025 para assumir a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele deve participar do encontro.

O debate, que acontecerá sob a forma de audiência pública interativa, foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto.

No requerimento que apresentou para solicitar o debate (REQ 84/2026 – CAS), Paim ressalta que “o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. Essa realidade não se restringe aos indicadores econômicos: manifesta-se nas profundas diferenças de acesso à saúde, à educação, ao trabalho digno, à moradia, à segurança alimentar, ao saneamento básico e à própria expectativa de vida entre diferentes grupos sociais e territórios”.

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Convidados

Entre os convidados que já confirmaram a participação na audiência estão:

  • o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos;
  • o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias;
  • a diretora de Promoção dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luana Medeiros;
  • a integrante da diretoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Adriana Marcolino;
  • a coordenadora da Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, Renata Boulos;
  • o coordenador nacional do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Rud Rafael.

A reunião será realizada na sala 3 da ala Alexandre Costa.

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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