POLÍTICA NACIONAL

Câmara dos Deputados recebe iluminação roxa em campanha de conscientização sobre a síndrome de Rett

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O prédio da Câmara dos Deputados fica iluminado de roxo nesta segunda-feira (7) como parte da campanha de conscientização sobre a síndrome de Rett – conhecida como Outubro Roxo. A campanha é desenvolvida pela Associação Brasileira de Síndrome de Rett e tem como objetivo aumentar o conhecimento sobre a doença e promover a inclusão de pessoas com a síndrome.  O tema deste ano é “Inclusão e Qualidade de Vida”.

A iluminação foi solicitada pela deputada Rosangela Moro (União-SP).

Durante todo o mês, são realizadas caminhadas, transmissões ao vivo (lives), leitura em escolas, distribuição de material informativo e ações nas redes sociais. A síndrome de Rett é uma desordem neurológica rara que afeta o desenvolvimento e a comunicação. Ela é associada a mutações genéticas e afeta mais meninas, mas também pode atingir meninos.

A síndrome tende a afetar o crescimento craniano na primeira infância e levar à perda de movimentos voluntários. A incidência é de 1 para cada 10.000 a 20.000 pessoas do sexo feminino. Estima-se que a cada 5 dias nasça uma pessoa com síndrome de Rett no Brasil. É a segunda maior causa de deficiência intelectual em meninas.

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A pessoa com Rett tem um desenvolvimento normal nos primeiros meses de vida, mas  começa a perder habilidades que já tinha adquirido por volta de 18 meses de vida. Pode deixar de andar; faz movimentos repetitivos com as mãos e, por conta disso, deixa de usar as mãos de maneira funcional; não consegue falar ou falta comunicação funcional, comunicando-se pelo olhar. Ao longo da vida, pode ainda ser acometida de epilepsia, bruxismo, escoliose, problemas gastrointestinais, hipotonia, distúrbios respiratórios e do sono, entre outras comorbidades.

A síndrome de Rett não é neurodegenerativa. A qualidade e a expectativa de vida das pessoas afetadas, portanto, está diretamente ligada à atenção à saúde que recebem. Com terapias adequadas, a qualidade de vida dessas pessoas pode ser significativamente melhorada.

Da Assessoria de Imprensa

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

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A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

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O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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