POLÍTICA NACIONAL

Cancelado debate sobre o impacto de tarifas dos EUA na economia brasileira

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Foi cancelada a audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que seria realizada nesta quarta-feira (16), para discutir os impactos do aumento das tarifas dos Estados Unidos na economia brasileira. O evento foi solicitado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). Ainda não há uma nova data para o debate.

A discussão ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar, na semana passada, uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto.

Em carta pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump justificou a medida com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mencionando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como “vergonha internacional” e acusando o Brasil de atacar eleições livres e censurar redes sociais americanas.

A decisão foi criticada por vários deputados.

Já os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e senador Davi Alcolumbre, emitiram nota conjunta à imprensa afirmando que o Congresso Nacional está pronto para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da economia brasileira. Para eles, a decisão dos EUA deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial.

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Aço e alumínio
Representantes do setor já alertam para os riscos. Em audiência na Câmara na semana passada, a diretora de assuntos institucionais do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, disse que a tarifa “inviabilizará a exportação de aço e alumínio”.

Ela ressaltou ainda que, ao diferentemente do alegado por Trump, a balança comercial Brasil e Estados Unidos é superavitária para os norte-americanos.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Centros de educação tecnológica de MG e do RJ viram universidades

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Os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) de Minas Gerais e do Rio de Janeiro foram transformados em universidades federais. É o que determina lei sancionada sem vetos na quinta-feira (24) e publicada no Diário Oficial da União desta sexta (25). As instituições passam a se chamar Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais e Universidade Federal de Ciência e Inovação do Rio de Janeiro.

A Lei 15.521, de 2026, já em vigor, tem origem no Projeto de Lei (PL) 4.952/2026, aprovado no Plenário no início de setembro, com relatoria do senador Camilo Santana (PT-CE). Segundo o relatório, a transformação dará às instituições autonomia universitária e permitirá ampliar atividades de pesquisa e unidades de ensino. O texto também prevê a manutenção da oferta de educação profissional técnica de nível médio.

“Ao longo das últimas décadas, ambos ampliaram significativamente sua atuação na educação superior, na pós-graduação e na pesquisa aplicada. A conversão representa medida compatível com sua evolução institucional”, afirma o relatório. O Cefet-RJ tem oito campi e o Cefet-MG, 11, segundo o texto.

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A implantação das novas universidades fica condicionada à previsão de recursos no Orçamento federal. De acordo com o relatório, a transformação não implicará aumento imediato de despesas com pessoal.

Pleito antigo

A transformação era reivindicada pelas instituições havia décadas. Os dois centros foram transformados em Cefets em 1978 e permaneceram como os únicos da categoria após a criação dos institutos federais, em 2008. As instituições oferecem educação profissional técnica e cursos de nível superior, além de atividades de pesquisa e extensão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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