POLÍTICA NACIONAL

Carlos Viana expressa indignação com decisões que interferem com CPMI

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Na abertura da reunião da CPMI do INSS nesta segunda-feira (29), o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que teriam “invadido” as atribuições do Congresso na condução de inquéritos. Ele disse que a CPMI é soberana no exercício de suas funções e seguirá seus trabalhos com “firmeza e transparência” para expor quem lesou os aposentados.

— Nós estamos aqui para apurar responsabilidades, separar os envolvidos, levar a verdade à sociedade brasileira. Nenhuma decisão externa altera o rumo de nossos trabalhos. Reafirmo: a autoridade da CPMI é plena está garantida pela Constituição brasileira.

Viana contestou o posicionamento da PGR que rejeitou a prisão em flagrante de Rubens Oliveira Costa, depoente da CPMI. Ele ressalvou que, em investigações no âmbito da Polícia Federal ou em inquéritos judiciais, a PGR tem direito de se posicionar, mas o Parlamento tem regras próprias que asseguram a independência no exercício de suas funções. O senador também criticou as decisões do STF que concederam habeas corpus a testemunhas e defendeu o princípio constitucional dos freios e contrapesos.

— Quando o Judiciário não tem uma legislação correta e clara, devolve-se ao Parlamento para dar uma resposta. Porque quem tem voto somos nós, que fomos eleitos pela população. (…) Nós temos que ser respeitados em nosso posicionamento.

O senador ainda expressou “alívio” com a posição do ministro do STF Gilmar Mendes, que declarou-se impedido no julgamento da prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Investigação independente

Segundo o entendimento da PGR, Rubens Oliveira Costa não poderia ter sido tratado pela CPMI como testemunha, mas como investigado, de modo que o depoente não era obrigado a responder com a verdade. O deputado Rogério Correia (PT-MG), porém, pediu atenção do colegiado para a distinção destacada pelos procuradores.

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— De investigado a testemunha, isso tem que ser visto também dentro do processo. Não podemos, enquanto CPMI, determinar quem é investigado e quem é testemunha.

Viana contestou o deputado, distinguindo a atuação da CPMI do inquérito da Polícia Federal.

— A nossa investigação é completamente independente. Vocês podem achar que está errado, mas a legislação permite. Nós é que vamos decidir quem é testemunha e quem é investigado.

Correia ponderou que a pessoa não pode ser tratada como testemunha se ela tem determinados direitos como investigada.

— Nós temos que ter cuidado, senão nós vamos ultrapassar o sinal erradamente e vamos de novo ter processos que serão anulados, e a CPMI vai caindo, infelizmente, num processo de desmoralização.

O deputado também manifestou apoio ao trabalho da Polícia Federal. Ele contrastou a situação atual com a de 2021, quando as denúncias sobre fraudes no INSS não resultado na abertura de processos.

O senador Marcos Rogério (PL-RO) afirmou a autoridade da CPMI para determinar prisão em flagrante. Ele lembrou de como funcionava o procedimento durante a CPI da Pandemia (2021), e acusou o PT de querer “mudar a regra do jogo”.

— A CPMI não está subordinada nem a juiz nem a ministro. Ela tem o seu mandamento legal.

Procedimentos

O senador Sergio Moro (União-PR) sugeriu um ajuste de procedimentos nos próximos casos de prisão em flagrante em comissões de inquérito para que eventuais revisões dessas decisões sejam feitas pelo STF. Ele também elogiou a decisão do Supremo de manter as prisões preventivas de Antunes e do empresário Maurício Camisotti e disse que já é possível decretar as prisões do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho e do ex-diretor do instituto e André Fidelis.

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— Deveríamos insistir junto ao STF que o mesmo tratamento dado ao “Careca do INSS” e a Maurício Camisotti seja dado a esses dois indivíduos, em relação aos quais temos provas robustas.

Blindar bandidos’

Deputados e senadores também repercutiram publicação do deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) que apontava os membros da CPMI que teriam votado para “blindar bandidos” por terem rejeitado requerimentos de oitivas. Chrisóstomo defendeu sua publicação.

— Isso não tem nada de desagradável, porque o fato aconteceu aqui nesta comissão. Que mal tem nisso?

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), citada na publicação, manifestou seu desconforto com a falta de razoabilidade nas narrativas. Para ela, o excesso de oitivas é uma “cortina de fumaça”para diminuir as chances de sucesso da comissão de inquérito.

Que os colegas maneirem nas suas tratativas, nos seus cortes das redes sociais, porque estão sendo absolutamente injustos e tentando blindar, com um arsenal de requerimentos, quem realmente precisa ser ouvido aqui. Quero ouvir Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes, Wagner Rosário, Bruno Bianco, Vinícius, da CGU, e Jorge Messias, da AGU. (…) Quero ouvir todos eles antes de ouvirmos muita gente que nada, absolutamente nada, tem a ver com o crime do INSS.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

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Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

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O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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