POLÍTICA NACIONAL

CCJ debate redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais

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A redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais será tema de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (21), a partir de 10h. A diminuição da jornada está na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2015, do senador Paulo Paim (PT-RS).

O requerimento para discuti-la é do senador Rogério Marinho (PL-RN), para quem o debate sobre o tema deve “alcançar os diversos setores da sociedade” (REQ 52/2025 – CCJ). Na opinião de Marinho, países que conseguiram reduzir a jornada de trabalho o fizeram em contextos de “alta produtividade, maior formalidade e robustez institucional”, circunstâncias que a seu ver ainda “não refletem a realidade brasileira”.

Já Paim diz que a PEC é “viável, necessária e equilibrada”, além de proteger a economia e fortalecer a justiça social.

— [A PEC] Representa um avanço civilizatório, compatível com a Constituição e com os direitos humanos: garante repouso mínimo de dois dias por semana e irredutibilidade salarial — afirmou o senador, em discurso no Plenário no último dia 13.

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Na Câmara dos Deputados, o debate também se intensificou nos últimos tempos. A deputada Erika Hilton (PSol-SP) apresentou, no início deste ano, a PEC 8/2025, que vai na mesma linha da proposta de Paim: redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. A deputada também foi convidada para a audiência da CCJ.

Entre os demais convidados para a audiência, estão os economistas e professores José Pastore, da USP, e Fernando de Holanda Barbosa Filho, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), Edmilson Pereira de Assis, e a procuradora do Trabalho Cirlene Luiza Zimmermann também estarão entre os debatedores.

O fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), Rick Azevedo, já confirmou presença na audiência. Ele é vereador no Rio de Janeiro (RJ) e militante por jornadas de trabalho mais reduzidas. Uma petição on-line que pede a redução da jornada, criada por Azevedo, alcançou mais de milhões de assinaturas.

A audiência pública será no Plenário 3 da Ala Alexandre Costa, no Senado, e terá caráter interativo, com a possibilidade de participação popular.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

MP libera R$ 3,15 bi para benefícios ligados ao diesel e à gasolina

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O governo federal editou a Medida Provisória (MP) 1.388/2026, que libera R$ 3,152 bilhões para financiar benefícios já concedidos a produtores e importadores de combustíveis. Os recursos serão destinados a medidas voltadas à gasolina e a outros derivados de petróleo e ao óleo diesel de uso rodoviário. A MP foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (25) e já está em vigor.

Do total, R$ 600 milhões serão destinados ao benefício previsto na MP 1.358/2026 para produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo. Outros R$ 2,552 bilhões vão financiar o benefício previsto na MP 1.363/2026, que autorizou o pagamento de R$ 1,12 por litro de diesel rodoviário comercializado. Os recursos serão administrados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A nova liberação corresponde a períodos de apuração dos benefícios já concedidos. Segundo a exposição de motivos, os R$ 600 milhões são necessários para pagar parte das obrigações relativas ao quarto período de apuração do benefício para produtores e importadores de gasolina. Já os R$ 2,552 bilhões correspondem ao terceiro período de apuração do benefício para o diesel. Nos dois casos, o documento prevê a possibilidade de incidência da taxa Selic nos pagamentos.

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Preço dos combustíveis

Na exposição de motivos, o governo atribui a necessidade das medidas aos aumentos recentes dos preços do diesel e da gasolina. Entre as razões apontadas estão os conflitos no Oriente Médio, a alta do petróleo no mercado internacional, a dependência brasileira da importação de parte dos combustíveis consumidos no país e a variação do dólar. Segundo o documento, o Brasil importa cerca de 10% da gasolina e de 25% a 30% do diesel consumidos no mercado interno.

Os R$ 3,152 bilhões são liberados por meio de crédito extraordinário, usado para despesas consideradas urgentes e imprevisíveis. Desse total, R$ 3 bilhões têm como origem recursos disponíveis do exercício anterior e R$ 152 milhões vêm de arrecadação acima do previsto, conforme a exposição de motivos. Por se tratar de medida provisória, o texto ainda será analisado pelo Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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