POLÍTICA NACIONAL

CCT vai discutir projeto que estimula autonomia do país na produção de vacinas

Publicado em

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) vai promover audiência pública, em data a ser agendada, sobre o PL 4.467/2021, que trata da destinação de recursos para pesquisas sobre imunobiológicos. A proposta foi apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e tem o objetivo de estimular a autonomia brasileira na produção de vacinas.

O autor do requerimento para o debate (REQ 14/2024 – CCT) é o relator da matéria, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). Ele argumenta que a epidemia de vovid-19 evidenciou a necessidade de se promover o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil, especialmente na área de vacinas.

De acordo com o parlamentar, instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan desempenharam papéis fundamentais durante crise sanitária, mas a dependência do país de tecnologias e insumos importados revelou-se de uma “vulnerabilidade crítica”.

“Diante desse cenário, a audiência pública tem como objetivo instruir o projeto e enriquecer as discussões em torno do assunto”, argumenta Pontes no requerimento.

Prejudicialidade

A CCT decidiu nesta quarta-feira declarar prejudicado o PDL 194/2020 dos senadores Eliziane Gama (PSD-MA), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Alessandro Vieira (MDB-SE) que determina a suspensão de duas portarias do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) contendo as prioridades para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no período de 2020 a 2023. Elaborado com voto pela prejudicialidade, o relatório da senadora Jussara Lima (PSD-PI) segue agora decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Leia Também:  Projeto proíbe bacharéis de Direito condenados por violência contra mulher de se inscreverem na OAB

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova punição para quem divulgar desafios perigosos para crianças na internet

Published

on

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1699/25, que tipifica como crime a promoção ou divulgação de jogos ou desafios perigosos voltados a crianças e adolescentes na internet. A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A pena prevista é reclusão de 2 a 6 anos e multa. A sanção será aumentada de metade se da conduta resultar lesão corporal de natureza grave. Se resultar em morte, a pena será reclusão de 6 a 20 anos, sem prejuízo das penas correspondentes à violência.

O autor do projeto, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), destacou que a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos nocivos tem resultado em tragédias, como as mortes relacionadas ao desafio do desodorante, no qual crianças e adolescentes são incentivados a inalar o gás de desodorantes aerossóis pelo maior tempo possível.

Ao apresentar a proposta, Ribeiro afirmou que, embora o Código Penal já puna o induzimento ao suicídio, a legislação brasileira ainda carece de normas específicas para punir quem facilita o acesso de crianças a conteúdos perigosos.

Leia Também:  Câmara aprova projeto que atualiza acordo entre Brasil e Suécia para evitar dupla tributação; acompanhe

A relatora na comissão, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), disse que a medida poderá fechar lacunas na punição de práticas digitais prejudiciais. “A liberdade de atuação nas redes não pode servir de escudo para a indução de situações que coloquem em perigo o desenvolvimento e a própria saúde de crianças e adolescentes”, declarou.

Alteração
Laura Carneiro alterou o projeto para retirar um item que tratava especificamente da remoção de conteúdos pelas plataformas.

Ela esclareceu que a retirada dessas publicações já está prevista no ECA Digital, que entrou em vigor recentemente (Veja infográfico abaixo).

Próximos passos
O projeto já foi aprovado também pela Comissão de Comunicação e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, sancionado pela Presidência da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

Leia Também:  Comissão aprova projeto que incentiva pagamento por aproximação no transporte coletivo

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA