POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho critica gasto com COP e rejeita indenização a famílias de mortos pela polícia

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Em discurso no Plenário do Senado nesta quarta-feira (5), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou os gastos públicos com a Conferência do Clima da ONU, a COP 30, que começa em Belém (PA) na próxima semana. O parlamentar também condenou a possibilidade de pagamento de indenizações a familiares de pessoas mortas em operações policiais no Rio de Janeiro. Para Cleitinho, os recursos públicos deveriam ser usados em demandas sociais urgentes, como o saneamento básico, e não neste tipo de ação.

— Estão gastando quase R$ 6 bilhões com essa COP 30. Sabe quantos milhões de brasileiros não têm saneamento básico? São 49 milhões. E sabe qual é o investimento em saneamento hoje? R$ 300 milhões. Por isso é que eu não vou me calar aqui. Cabe a nós fiscalizar esses R$ 6 bilhões, fiscalizar centavo por centavo. E é isso que nós temos que fazer aqui: encaminhar tudo para o TCU [Tribunal de Contas da União] — declarou.

O senador também rebateu a suposta intenção do Ministério dos Direitos Humanos de indenizar famílias de mortos em confrontos com a polícia. Segundo ele, os mais de cem mortos na operação eram bandidos, e não vítimas da sociedade. Se o governo for indenizar alguma família, que seja as das vítimas da criminalidade, disse Cleitinho, que leu notícias de mortes em crimes por todo o Brasil. 

— No Espírito Santo, traficantes ligados ao CV mataram uma menina de 6 anos após confundirem carro da família com veículo de rivais. Eu faço uma pergunta: a família dessa menina de 6 anos também será indenizada ou vão ser só as famílias dos traficantes, só dos vagabundos, só dos bandidos, dos criminosos? Ou [também] as vítimas, as verdadeiras vítimas aqui, que eu acabei de mostrar para vocês — cobrou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Três senadores concorrem ao cargo de deputado; quatro buscam a suplência

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Três senadores concorrem a cargos no Legislativo neste ano, mas fora do Senado: dois buscam o cargo de deputado federal e uma senadora tenta a vaga de deputada estadual.

Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) são candidatos à Câmara dos Deputados. Já Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Os três estão na reta final de seus mandatos, que terminam em 31 de janeiro de 2027.

Suplência

Além disso, há quatro senadores, também em fim de mandato, que disputam a eleição deste ano como candidatos a suplente de senador:

  • Daniella Ribeiro (PP-PB) concorre na Paraíba na chapa de Nabor Wanderley (Republicanos). Nabor é pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta;
  • Dra. Eudócia (PSDB) concorre em Alagoas na chapa de Marina JHC (PSDB). Marina é casada com o filho de Dra. Eudócia, o ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, conhecido como JHC;
  • Jader Barbalho (MDB) concorre no Pará na chapa do filho, Helder Barbalho (MDB), que foi governador desse estado até abril deste ano;
  • Nelsinho Trad (PSD) concorre em Mato Grosso do Sul na chapa de Reinaldo Azambuja (PL), que já foi governador desse estado. 
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Mudança de estado

Também há duas ex-senadoras que tentam voltar ao Senado, mas por estados diferentes daqueles que representaram em mandatos anteriores.

São Marina Silva (Rede), que foi senadora pelo Acre entre 2003 e 2011, e Simone Tebet (PSB), que atuou no Senado entre 2015 e 2023 representando Mato Grosso do Sul.

Desta vez, ambas são candidatas pelo estado de São Paulo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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