POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho defende convocação de dirigente sindical na CPMI do INSS

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu, em pronunciamento nesta quarta-feira (18), a convocação do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Milton Baptista de Souza, o Milton Cavalo, para prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O pedido de criação da comissão foi lido na sessão do Congresso de terça-feira (17). O objetivo do colegiado é apurar suspeitas de irregularidades em cobranças realizadas diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas. O senador afirmou que o verdadeiro golpe ocorrido no país foi contra os segurados da Previdência. 

O parlamentar mencionou o caso de uma mansão que, segundo ele, seria ligada ao dirigente sindical, e afirmou que o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é vice-presidente da entidade. Para Cleitinho, o dirigente deve ser o primeiro convocado pela CPMI para explicar a origem dos recursos usados na compra do imóvel. Ele destacou que os fatos ocorreram entre 2021 e 2023, período que inclui os governos de Jair Bolsonaro e Lula.

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— Está faltando um ano agora para a eleição de 2026, e a gente está na mesma ladainha de 2023, quando acabaram as eleições, e do dia 8 [de janeiro de 2022], prendendo inocentes, fazendo covardia. Essa novela precisa acabar, essa novela mexicana, porque o verdadeiro golpe que teve no Brasil é o que a gente vai começar a investigar na CPMI, o golpe dos aposentados — disse. 

Cleitinho questionou o uso do termo “tentativa de golpe” para se referir aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Ele citou um áudio atribuído ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, divulgado pela imprensa, e disse que o episódio não caracterizaria uma tentativa de ruptura institucional. Segundo o senador, o foco do Congresso deve ser a responsabilização de envolvidos nos desvios que afetaram aposentados. O senador pediu que a comissão atue de forma isenta e investigue suspeitos de diferentes espectros políticos. 

Quem for presidente, quem for relator, quem for membro pare de ficar nessa de esquerda e de direita. Tanto tem gente de esquerda e tanto de direita que são cretinos, canalhas, e têm que ser presos. Pronto, acabou. Espero que o primeiro a ser convocado aqui seja esse tal de Milton Cavalo, que deu um coice nos aposentados — afirmou. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.

Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.

O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

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Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.

Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.

Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.

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Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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