POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho defende cortes de ‘privilégios’ dos Três Poderes

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Em pronunciamento em Plenário nesta quarta-feira (11), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou o que chamou de privilégios dos Três Poderes — dos quais seria reflexo o volume de gastos do Judiciário e do Legislativo. Ele declarou que tais gastos “são incompatíveis com a situação econômica da população”. O parlamentar afirmou os cortes de despesas devem começar pelos representantes do povo, sem prejudicar programas sociais.

— Tanto para os senadores quanto para os deputados federais, a média de salário bruto hoje é de R$ 40 mil. Há a verba de gabinete também, que chega, em média, a R$ 100 mil. Há o auxílio-mudança, chega a quase R$ 60 mil. Há o auxílio-combustível, as passagens aéreas e o auxílio-saúde, que inclusive é vitalício. É necessário uma reforma política urgente para nós pagarmos essa conta, e não o povo brasileiro — disse ele.

Segundo Cleitinho, o Judiciário brasileiro é o mais caro do mundo, com gastos que representariam 1,6% do PIB. O parlamentar criticou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, pela recente declaração de que o Judiciário não contribui para a crise fiscal brasileira.

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— O ministro Luís Roberto Barroso falou que o Judiciário não tem culpa. Vocês [do Judiciário] têm culpa, sim. Quando vocês se sentam em suas cadeiras, tem gente para empurrar a cadeira para vocês, (…) num país que tem gente passando fome. Onde está a consciência de vocês? — questionou.

O senador também criticou a participação de ministros do governo em conselhos remunerados, mencionando os casos de Anielle Franco e Carlos Lupi, que integram o conselho de uma empresa metalúrgica. O parlamentar sugeriu a criação de um projeto de lei para proibir membros do governo de ocupar esses cargos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei cria Semana Nacional da Empresa Júnior, a ser celebrada em abril

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A partir de 2027, o Brasil terá a Semana Nacional da Empresa Júnior, a ser comemorada anualmente no período que incluir o dia 6 de abril.

A intenção é disseminar a cultura da empresa júnior a partir de uma série de eventos, incentivando o empreendedorismo jovem no país.

É o que estabelece a Lei 15.510, de 2026, sancionada nesta semana pela Presidência da República. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (22).

A nova lei teve origem em um projeto apresentado pelo senador Jayme Campos (União-MT): o PL 4.412/2021.

A empresa júnior é uma associação sem fins lucrativos, gerida por estudantes universitários, que presta serviços e realiza projetos que devem capacitá-los para o mercado de trabalho.

Líder mundial

Na época em que apresentou o projeto, em 2021, Jayme Campos destacou que o Brasil é considerado o país com o maior número de empresas juniores do mundo — mais de 1,4 mil unidades, segundo estimativas mais recentes.

O senador também afirmou que o país conta com uma confederação, a Brasil Júnior, que é gerida por universitários e reúne cerca de 26 mil empresários juniores dos diversos cursos de graduação.

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Antes de se tornar lei, o projeto foi aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados. O relator da proposta no Senado foi Izalci Lucas (PL-DF).

Objetivos

De acordo com a nova lei, os objetivos da Semana Nacional da Empresa Júnior são:

  • promover palestras, debates, seminários e outros eventos;
  • apoiar as atividades lideradas e desenvolvidas por empresários juniores;
  • divulgar o impacto positivo do Movimento Empresa Júnior (rede internacional formada por empresas juniores, estudantes e universidades);
  • estimular campanhas de contratação de empresas juniores;
  • promover ampla divulgação, nos meios de comunicação, da atuação da empresa júnior;
  • intensificar parcerias entre setor privado e setor público para promover e estimular o Movimento Empresa Júnior;
  • fomentar o surgimento de empreendedores e empreendimentos com base em políticas de desenvolvimento econômico sustentável;
  • estimular parcerias entre instituições de ensino superior e empresas juniores.

Data

Quando apresentou o projeto, Jayme Campos explicou que a data escolhida (6 de abril) é uma homenagem à Lei 13.267, que foi sancionada em 6 de abril de 2016.

Essa norma regulamenta a criação e a organização de empresas juniores em instituições de ensino superior.

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Para o senador, tal lei representa um marco histórico e “reforça a importância da educação empreendedora e da formação profissional de jovens universitários”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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