POLÍTICA NACIONAL

Com habeas corpus, Deolane Bezerra não depõe na CPI da Manipulação de Jogos

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A influenciadora Deolane Bezerra e o empresário Darwin Filho não compareceram à reunião da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas desta terça-feira (29). Eles conseguiram habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para não serem obrigados a depor na comissão.

O presidente da comissão parlamentar de inquérito, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), lamentou as ausências e disse não concordar com a decisão do ministro do STF André Mendonça que tornou facultativa a presença de ambos na CPI. Na avaliação de Kajuru, Deolane e Darwin estão envolvidos “até o pescoço” em irregularidades ligadas a apostas.

O senador avaliou a decisão de André Mendonça como “interferência política de um representante do Judiciário no Poder Legislativo”.

— Se adotadas em larga escala, decisões como as tomadas pelo ministro André Mendonça levarão inevitavelmente ao esvaziamento das comissões parlamentares de inquérito, ou seja, não precisa ter mais CPI! (…) Na essência, uma espécie de cassação de um instrumento importantíssimo para a ação fiscalizadora do Legislativo, uma de suas principais atribuições. (…) Abriu-se um precedente gravíssimo a partir de agora. Para que a existência de CPI, se o Supremo Tribunal Federal continuar agindo dessa forma? — declarou Kajuru.

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O senador Carlos Portinho (PL-RJ) também reclamou. Para ele, o STF está violando prerrogativas parlamentares e impedindo o Senado de exercer uma de suas funções.

O requerimento (REQ 111/2024) de convocação de Deolane é do vice-presidente da comissão parlamentar de inquérito, senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Recentemente, Deolane foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra uma organização criminosa voltada à prática de apostas ilegais e lavagem de dinheiro. 

Já o diretor-executivo da casa de apostas Esportes da Sorte, Darwin Henrique da Silva Filho, foi convocado por requerimento (REQ 113/2024) de Kajuru.

De acordo com o requerimento, existem indícios consistentes de práticas ilícitas da empresa, conforme apontado pela investigação da Operação Integration, a mesma que resultou na prisão de Deolane Bezerra.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.

A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.

Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.

O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.

O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.

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O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.

Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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