POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova criação de sistema de busca de foragidos por videomonitoramento

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1903/25, que institui o Sistema Nacional de Busca de Foragidos por Videomonitoramento.

O objetivo é integrar bases de dados da Justiça com câmeras de monitoramento já existentes em todo o país, permitindo a identificação e a captura de indivíduos com mandado de prisão em aberto.

O texto prevê o uso de tecnologia de reconhecimento facial e, ainda, a celebração de convênios com estados e municípios. O sistema seria operacionalizado pelos órgãos do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), em cooperação com o Ministério Público e demais entidades competentes.

Solução eficiente
Apresentado pelo deputado Zucco (PL-RS), a proposta foi aprovada por recomendação do relator, deputado Sanderson (PL-RS). Para ele, a modernização dos métodos de busca e captura de foragidos é uma necessidade diante do alto número de mandados de prisão não cumpridos no Brasil.

“O uso de tecnologia de reconhecimento facial integrada a sistemas de videomonitoramento urbano, já adotado com êxito em diversas unidades da federação e em outros países, mostra-se uma solução eficiente para localizar e prender foragidos da Justiça”, afirmou.

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Sanderson observou ainda que a proposta estabelece salvaguardas importantes, ao prever que o sistema será limitado à identificação de pessoas com mandado de prisão em aberto, com respeito à privacidade e proporcionalidade no uso da tecnologia.

O deputado também destacou que o texto não cria despesas obrigatórias nem impõe obrigações imediatas, limitando-se a autorizar convênios e a promover a integração de tecnologias já existentes.

Próximos passos
O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado por deputados e senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Hugo Motta critica interferência judicial na atividade do Poder Legislativo

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, divulgou nota oficial à imprensa, na qual manifesta inconformismo com o que classifica de “indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento”. No documento, o presidente defende a regularidade na alocação de emendas parlamentares e reitera a confiança no corpo técnico da instituição.

Segundo Motta, a decisão judicial sobre as emendas ao Orçamento não aponta desvios, abusos ou aplicação irregular de recursos públicos, limitando-se a inferências que tentam “criminalizar a atividade política”. Ele ressaltou que a distribuição das emendas segue estritamente a moldura normativa vigente e os compromissos institucionais firmados entre os Poderes Executivo e Legislativo perante o próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

Trabalho técnico
O presidente da Câmara também destacou a lisura do trabalho dos servidores da Casa. De acordo com a nota, a autorização para que as equipes de assessoria operacionalizem as indicações de emendas, seguindo a orientação das direções partidárias, faz parte da normalidade administrativa do mandato parlamentar e não configura qualquer tipo de irregularidade.

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Por fim, Hugo Motta reafirmou o compromisso da Câmara dos Deputados em seguir conduzindo seus trabalhos com transparência, respeito à ordem jurídica e preservando a plena independência do Poder Legislativo.

Leia a nota na íntegra:

A Presidência da Câmara dos Deputados manifesta seu inconformismo diante da indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento.

A decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política. Torna-se inaceitável, tendo em vista que a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional.

A Presidência da Casa registra, ainda, confiança no trabalho de seus servidores. A autorização conferida pelos parlamentares para que as equipes que os assessoram operacionalizem as indicações segundo orientação da direção partidária insere-se na normalidade do funcionamento administrativo do mandato e não traduz qualquer irregularidade.

A Câmara dos Deputados continuará a conduzir suas atividades com transparência, respeito à ordem jurídica e plena independência do Poder Legislativo.

Hugo Motta
Presidente da Câmara dos Deputados

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Da Refdação – WS

Fonte: Câmara dos Deputados

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