POLÍTICA NACIONAL

CRA instala subcomissão para acompanhar embargos de terras do Ibama

Publicado em

A Subcomissão Temporária para Acompanhar os Embargos de Terras por Parte do Ibama (Craterras) foi instalada nesta quarta-feira (11). A subcomissão integra a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e tem como objetivo fiscalizar a aplicação dos embargos realizados pelo órgão ambiental. O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) foi eleito presidente por aclamação, enquanto a escolha do vice-presidente deve ocorrer em momento oportuno.

A criação do colegiado foi solicitada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), por meio do REQ 24/2025 – CRA. O parlamentar destacou a necessidade de analisar casos em que os embargos são aplicados de forma equivocada, afetando pequenos e médios produtores rurais. A subcomissão tem prazo de funcionamento de 180 dias e será composta por três titulares e três suplentes.

Durante a reunião, Bagattoli designou o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como relator da subcomissão. Ambos criticaram a rigidez de medidas recentes adotadas pelo Ibama. O presidente destacou que, somente em Porto Velho, mais de 800 produtores foram notificados. Ele também mencionou manifestações ocorridas no estado em razão de embargos relacionados à criação de 11 reservas, muitas delas em áreas ocupadas há décadas por famílias assentadas com documentação oficial.

Leia Também:  CDH debate medidas de proteção a mulheres indígenas vítimas de violência

— Tem pessoas lá com escritura pública, títulos definitivos, e tem pessoas que estão há 35, 40, 45 anos [na área]. E o que que aconteceu? Demarcaram 11 reservas, sem consultar as pessoas, sem consultar o Incra, sem consultar esses títulos dessas propriedades que já existiam — afirmou Bagattoli.

Zequinha relatou que, somente no Pará, em editais publicados no início de junho, cerca de 890 propriedades foram embargadas, com prazo de 30 dias para retirada dos animais.

— A pessoa tá ali a vida toda, tem cara que nasceu naquele lugar, casou, tem família, aí, de repente, você tem 30 dias para cair fora. Ah, porque desmatou dois hectares, três hectares, não sei o quê, o satélite pegou. Se a prefeitura tiver dado licença para ele fazer o desmatamento, o satélite não sabe. Se o governo do estado também tiver dado licença… Não tem um que tenha feito um grande desmatamento, é tudo coisinha pequena — observou o senador.

Mourão defendeu o diálogo com o governo federal e a análise caso a caso dos embargos. Segundo ele, decisões tomadas a distância, sem considerar as condições locais, são inexequíveis.

Leia Também:  Acordo com a China para evitar bitributação será votado na CRE na quinta

— Existem algumas decisões que são tomadas a distância e que são inexequíveis. E essa é típica. Porque, vamos combinar, tá bom. E se o pessoal que tá lá não tirar o gado? O Ibama vai lá recolher esse gado? Recolhe o gado todinho? Ele vai ter condições de recolher isso? Se a gente fizer uma cota por baixo aí, isso vai levar uns cinco anos para recolher esse gado. Tem que haver um diálogo e cada caso desses aí ser examinado individualmente — afirmou o relator.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

Published

on

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

Leia Também:  Kajuru destaca queda da desigualdade em 2024

Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

Leia Também:  Adiada instalação de comissão da MP que acaba com taxa para aferir taxímetros

Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA