POLÍTICA NACIONAL

CRE aprova Vivian Sanmartin para embaixada do Brasil no Camboja

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Os senadores da Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovaram nesta quarta-feira (28) a indicação da diplomata Vivian Loss Sanmartin para chefiar a embaixada brasileira no Reino do Camboja. A indicação (MSF 19/2025) teve relatório do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e agora vai para deliberação do Plenário.

Sanmartin será a primeira embaixadora brasileira no Camboja. Antes, a representação diplomática no país ficava a cargo da embaixada brasileira na Tailândia. Durante a sabatina, Mourão destacou a relevância estratégica do posto diante da decisão do Ministério das Relações Exteriores de abrir a nova embaixada.

— O Camboja tem dado claros sinais de aproximação com o Brasil. A recente instalação da embaixada cambojana em Brasília e a formalização da nossa representação em Phnom Penh abrem caminho para intensificar as relações bilaterais. A embaixadora será a precursora ao iniciar a representação brasileira  enfatizou. 

Vivian Sanmartin ingressou na diplomacia em 1994 e é a atual embaixadora brasileira na Namíbia (desde 2022) e também já chefiou a embaixada em Camarões (2018-2022). Antes disso, ela teve atuação nas representações brasileiras na Rússia, no Paraguai, na Argentina e na Áustria.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta que dispensa autorização de idoso para denúncia de agressão física

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reafirma a natureza pública e incondicionada da ação penal por lesão corporal contra pessoas idosas. A medida permite que o Ministério Público inicie o processo contra o agressor sem depender da vontade ou da denúncia formal da vítima ou de sua família.

O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), ao PL 7013/25. A nova versão mantém a essência do projeto original, do deputado Duda Ramos (Pode-RR), mas inclui a regra diretamente no Código Penal.

Atualmente, o Estatuto da Pessoa Idosa já estabelece que os crimes nele definidos são de ação pública incondicionada.

Vizinhos
Daniel Agrobom defendeu a medida argumentando que muitas agressões contra pessoas com 60 anos ou mais só chegam ao conhecimento das autoridades por meio de vizinhos ou cuidadores. “Uma vez ciente do fato por comunicação de um vizinho, por exemplo, o Ministério Público iniciará uma ação que reafirmará o princípio da dignidade da pessoa humana”, explicou.

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Agrobom ressaltou, ainda, que a proposta ajuda a romper barreiras sociais. “Independentemente da classe social, mulheres e homens são afetados, usualmente no ambiente familiar, por empurrões, tapas e agressões físicas de menor potencial agressivo”, listou.

O relator acrescentou que, à medida que essas agressões se repetem, as pessoas idosas acumulam sofrimento emocional e físico, o que compromete sua segurança e dignidade pessoais.

Próximos passos
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelas comissões da Câmara e, em seguida, pelo Senado Federal, antes de seguir para sanção da Presidência da República.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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