POLÍTICA NACIONAL

Girão denuncia ‘censura’ e ‘perseguição’ a produtora por documentário sobre Maria da Penha

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (20), criticou a decisão judicial que suspendeu a veiculação de um documentário na plataforma de streaming da produtora Brasil Paralelo. Girão afirmou que a decisão caracteriza “censura” e “perseguição” contra a produtora, que, segundo ele, já havia enfrentado restrições em outras ocasiões.

O documentário fala sobre o caso de violência doméstica contra a farmacêutica Maria da Penha, que deu origem à Lei Maria da Penha. A decisão foi tomada em julho pela 9ª Vara Criminal de Fortaleza, no âmbito de investigação do Ministério Público do Ceará sobre suposta campanha de ódio nas redes sociais contra Maria da Penha. A suspensão vale por 90 dias.

— O pedido foi feito pelo Ministério Público do meu estado. Isso me envergonha, porque mostra que não tem democracia neste país. A Brasil Paralelo busca se defender afirmando que impedir a exibição de obras audiovisuais sobre fatos históricos e públicos significa restringir o direito da sociedade de conhecer todas as versões. O que é que estão querendo esconder do povo brasileiro sobre esse caso? — questionou.

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O senador também citou o caso do documentário Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?, quenão pôde ser veiculado durante o período eleitoral de 2022 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Girão comparou os episódios a outras produções exibidas por plataformas de streaming que abordaram crimes de grande repercussão e não sofreram restrições judiciais. Segundo o senador, a diferença de tratamento tem motivação “ideológica” e reforça a tentativa de limitar a liberdade de expressão no país.

— Não pode ter censura no Brasil. Este país é livre ou não é? Assim como o documentário censurado da Brasil Paralelo, nenhuma dessas produções faz qualquer tipo de apologia ao crime, não ataca ninguém, nem as vítimas, nem as leis, e muito menos endossa qualquer forma de violência. O que estamos assistindo aqui é mais uma distorção de cunho puramente ideológico — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Plenário analisa fim da escala 6×1 na terça-feira

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O Senado analisa na próxima semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — seis dias de trabalho e um de repouso. O texto reduz a jornada laboral de 44 para 40 horas semanais, que podem ser cumpridas em cinco dias de 8 horas diárias com repouso semanal remunerado de dois dias. O Plenário realiza sessões para debater a PEC 221/2019 na terça (6), na quarta (7) e na quinta-feira (8) a partir das 14h.

A matéria foi aprovada em setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e precisa passar por cinco sessões de debates no Plenário antes de ser votada em primeiro turno. Se aprovada, segue para o segundo turno, com outras três sessões de discussão. Mas os prazos podem ser reduzidos se os senadores aprovarem um calendário especial.

A PEC 221/2019 foi relatada na CCJ pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). A matéria estabelece que dos dois dias de repouso um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A proposta também fixa período de até 8 horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho.

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A PEC 221/2019 tem como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto da Câmara dos Deputados recebeu 36 emendas na CCJ, mas todas foram rejeitadas pela comissão. Segundo Omar Aziz, eventuais mudanças exigiriam o retorno do texto a uma nova análise pelos deputados.

‘Ampla relevância’

Em nota à imprensa, a Presidência do Senado destaca que o fim da escala 6×1 é um tema “de ampla relevância para a sociedade brasileira” e “será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.

De acordo com o comunicado, o Senado reafirma o “compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país”.

Leia a íntegra da nota:

COMUNICADO À IMPRENSA

Na próxima terça-feira (6), o Plenário do Senado Federal analisará a Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala de trabalho 6×1.

O tema, de ampla relevância para a sociedade brasileira, será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas.

O Senado reafirma seu compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país.

Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado Federal

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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