POLÍTICA NACIONAL

Inauguração de estúdio móvel de rádio marca fim das celebrações de 25 anos da Rádio Câmara

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Como parte das comemorações por seus 25 anos, a Rádio Câmara inaugurou, na terça-feira (3), um estúdio móvel perto da entrada do corredor das comissões da Câmara dos Deputados, no Espaço Mario Covas. O objetivo é aproximar a produção de notícias dos deputados e chamar a atenção para o canal de comunicação.

A estrutura ficará montada até a próxima sexta-feira (6). Neste período, os deputados serão convidados a gravar suas participações para os programas A Voz do Brasil e Jogo Rápido.

Algumas dessa gravações serão transmitidas durante o recesso parlamentar, de 22 dezembro a 2 de fevereiro, quando, apesar de as atividades no Congresso ficarem suspensas, a programação da rádio segue normalmente.

As atividades do estúdio móvel serão encerradas com uma transmissão especial do programa Feijoada Completa.

O Secretário de Comunicação da Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), manifestou interesse em transformar o estúdio móvel em permanente, mais próximo do cotidiano da Câmara. “É o momento de a gente talvez, a partir desse piloto, dessa comemoração de 25 anos, tornar algo permanente. Algo que realmente as pessoas possam passar aqui e verificar. E, quem sabe, na curiosidade, acabar dando uma entrevista.”

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Educação para a democracia
A diretora da Rádio Câmara, Ana Raquel Macedo, destacou o papel de educação para a cidadania desempenhado pela Rádio Câmara desde sua fundação, em 1999, ao envolver os cidadãos nas discussões políticas do Congresso. Ela reforçou que o estúdio pode tornar o processo de produção de notícias mais familiar.

“Todos que passarem pelos corredores da Câmara vão poder acompanhar de perto a rotina de um estúdio de rádio. Como é que se grava um programa, como é que se faz um programa ao vivo, como é que se gravam entrevistas e sempre com essa missão. Então, esse estúdio sintetiza e mostra como é que a gente consegue colocar no ar produtos de qualidade.”

A editora da Voz do Brasil, Luciana Vieira, considera a iniciativa uma forma de ampliar a possibilidade dos parlamentares se dirigirem aos ouvintes. Ela ressaltou o esforço constante para garantir no programa a presença igualitária de todos os 513 eleitos na Câmara, além dos suplentes, enquanto representantes legítimos de seus estados e seus eleitores.

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Para ela, a iniciativa do estúdio móvel é um marco que pode inspirar outras ações comemorativas, como na comemoração dos 90 anos da Voz do Brasil no ano que vem.

“Eu acho que essa iniciativa é a primeira de muitas, porque eu estou com uma expectativa super positiva de que ter o estúdio aqui vai permitir que um número maior de deputados possam usar a estrutura que a Câmara oferece, que a Rádio Câmara oferece. Tenho certeza que a procura vai ser tão grande que vai nos mobilizar para que esse estúdio seja permanente”, disse.

Reportagem – Karin Santin
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Debatedores divergem sobre medidas do governo para conter preços dos combustíveis

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Participantes de audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados divergiram sobre as medidas adotadas pelo governo para reduzir o impacto da alta dos combustíveis no Brasil.

Durante o debate realizado nesta quarta-feira (20), representantes do setor criticaram o imposto sobre a exportação de petróleo criado pelo Executivo.

Segundo eles, a alta do petróleo no mercado internacional já elevaria a arrecadação federal a um patamar superior aos R$ 40 bilhões previstos para custear subsídios ao diesel e à gasolina.

Segundo cálculos do representante do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Claudio Fontes Nunes, caso o barril de petróleo permaneça em US$ 90 até o fim do ano, o governo arrecadará R$ 45 bilhões acima do previsto.

A estimativa considera receitas obtidas com royalties e participações especiais.

“O aumento da carga tributária para o setor é altamente injusto e desnecessário. Ele afasta novos investimentos”, afirmou Claudio Fontes Nunes.

Segundo ele, a medida reduz a previsibilidade do mercado brasileiro e prejudica a competitividade do país na disputa internacional por investimentos no setor petrolífero.

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“Precisamos disputar esses investimentos com outras províncias petrolíferas mundiais e, para isso, precisamos ser um mercado previsível e confiável”, declarou.

O representante do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), André Pereira Tokarski, discordou das críticas feitas pelo setor.

Na avaliação dele, o imposto é necessário para regular a oferta de combustíveis no mercado interno.

“São medidas regulatórias, e não arrecadatórias. A Constituição prevê esse tipo de imposto diante de um cenário internacional adverso e imprevisível”, afirmou.

Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
Audiência Pública - Eficiência econômica e fiscal, impactos sociais das subvenções e incentivos ao setor de combustíveis previstos nas Medidas Provisórias nº 1340, 1343 e 1349/2026 e decretos correlatos. Diretor do Departamento de Combustíveis Derivados de Petróleo - Ministério de Minas e Energia (MME), Edie Andreeto Junior.
Andreeto: reajustes dos combustíveis no Brasil ficaram abaixo dos registrados em outros países afetados pela guerra

Medidas
Com a alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, o governo federal adotou medidas para reduzir o impacto dos reajustes ao consumidor.

Segundo o diretor do Ministério de Minas e Energia, Edie Andreeto Junior, entre as principais ações estão o subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel e a redução a zero das alíquotas de [[g PIS]]/[[g Cofins]] sobre combustíveis.

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Além disso, o governo subsidia o gás de cozinha e criou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para empresas aéreas.

Segundo Edie Andreeto Junior, os reajustes dos combustíveis no Brasil ficaram abaixo dos registrados em outros países afetados pela guerra.

De acordo com ele, o diesel acumulou alta de 17,7% desde o início do conflito, enquanto a gasolina subiu 5,9%.

Em outros países, segundo o representante do ministério, o diesel teria registrado alta de 48%, e a gasolina, de 44%.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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