POLÍTICA NACIONAL

Jaime Bagattoli culpa governo por alta de alimentos

Publicado em

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) relacionou, em pronunciamento em Plenário na terça-feira (25), o aumento dos preços dos alimentos à expansão dos gastos públicos e à consequente elevação da taxa de juros. Segundo o parlamentar, a população brasileira enfrenta dificuldades para garantir o básico.

— Hoje, as famílias brasileiras enfrentam um dilema diário: escolher entre pagar as contas ou pagar a comida na mesa. Isso não é um exagero, mas a dura realidade de milhões de pessoas país afora — afirmou.

Bagattoli questionou a recente decisão do governo de zerar a alíquota de importação de alguns alimentos como medida para conter a inflação. Para ele, a proposta beneficia apenas grandes importadores e ignora questões estruturais, como a carga tributária sobre o produtor e a falta de investimentos em infraestrutura. O senador defendeu as propostas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) como alternativas eficazes para enfrentar a alta dos preços e fortalecer o setor rural. Entre essas propostas, citou a revisão da carga tributária sobre insumos essenciais e a ampliação do crédito rural.

Leia Também:  Para debatedores, integração é essencial para defender crianças de abuso sexual

STF

No discurso, o parlamentar também manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que, junto a sete aliados, é alvo de julgamento de denúncia de uma tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal. Para Bagattoli, a acusação é injusta.

— Eu vejo um homem sendo julgado, hoje, numa condição muito pior, pelo que representa, como se fosse um criminoso ou um grande corrupto neste país — disse o senador, que também criticou decisões anteriores da Justiça permitindo a elegibilidade de políticos condenados por corrupção. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

CMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos

Published

on

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na terça-feira (11) uma medida provisória e um projeto de lei que abrem créditos extras de R$ 330 milhões no Orçamento de 2026. A maior parte dos recursos será usada para enfrentar as consequências de desastres climáticos.

A medida provisória (MP 1.356/2026) liberou R$ 305 milhões para atender famílias atingidas por fortes chuvas nas Regiões Sul e Sudeste entre janeiro e abril, além de combater os impactos da estiagem no Norte e no Nordeste do país.

O governo informou que os desastres afetaram aproximadamente 5 milhões de pessoas, das quais 203 mil estavam em situação de deslocamento forçado em cerca de 1.240 municípios das cinco regiões do país.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da MP, foi favorável ao texto, mas cobrou do governo mais planejamento para enfrentar as mudanças climáticas, dizendo que “governar pela exceção virou rotina”.

“Há tempo demais o governo brasileiro insiste em tratar como imprevisível aquilo que se repete a cada ano. Governa-se pela urgência e pela exceção, pelo crédito aberto às pressas depois que a tragédia já bateu à porta, quando o dever de quem cuida do Orçamento seria antecipar o que o calendário e a própria ciência há muito anunciam”, alertou.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que regulamenta a profissão de artista visual

A senadora lembrou que o governo editou 21 medidas provisórias de crédito extraordinário neste ano, no valor total de R$ 95,4 bilhões. Ela também criticou medidas relativas a subsídios e linhas de crédito.

O governo tem justificado as medidas de subsídios aos combustíveis para minimizar o impacto nos preços em razão da guerra no Oriente Médio. Os créditos extraordinários não afetam a meta fiscal do governo (que é de um superávit de R$ 34,3 bilhões), mas elevam a dívida pública.

A medida provisória será votada agora nos Plenários da Câmara e do Senado.

Agências reguladoras

A outra proposta aprovada na CMO na terça (PLN 15/2026) abre crédito suplementar de R$ 24,4 milhões para atender despesas administrativas das agências reguladoras Antaq (transportes aquaviários), Aneel (energia elétrica), ANM (mineração), Anvisa (vigilância sanitária) e ANA (águas).

O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), que leu o relatório do projeto de lei do Congresso, explicou que o crédito é resultado de remanejamentos de despesas no Orçamento.

O projeto será votado em sessão conjunta do Congresso Nacional.

Leia Também:  Aprovadas na CI, indicações para Anac seguem para análise do Plenário

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA