POLÍTICA NACIONAL

Marcos Rogério defende Bolsonaro e critica reação de Lula a fala de Trump

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (8), o senador Marcos Rogério (PL-RO) criticou a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma declaração do presidente dos Estados Unidos. Donald Trump disse que o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro é uma “caça às bruxas”. Lula afirmou que o Brasil não aceita interferências externas e destacou que o país possui instituições sólidas e independentes.

Segundo Marcos Rogério, há uma contradição no discurso de Lula, já que o PT buscou apoio internacional em diversas ocasiões, como no caso da prisão de Lula e do impeachment de Dilma Rousseff.

— Lula reage como se [a declaração de Trump] fosse um atentado à soberania nacional brasileira, como se fosse um escândalo alguém dar uma opinião sobre o Brasil. O mesmo governo que buscou socorro lá fora agora diz que não admite palpite. Isso não é defesa da soberania nacional; isso é seletividade ideológica, isso é hipocrisia — argumentou.

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Para o senador, a fala do líder norte-americano reforça a percepção de setores da sociedade brasileira de que Bolsonaro é vítima de perseguição política para que não consiga disputar as eleições presidenciais de 2026. Marcos Rogério diz que o processo contra o ex-presidente não se baseia em acusações de corrupção, mas em narrativas construídas para afastar um adversário político.

— São acusações fabricadas, narrativas construídas para justificar uma condenação política. Querem tirar Bolsonaro do jogo eleitoral de 2026, querem impedir Bolsonaro de ser candidato à Presidência da República. Aqui está o verdadeiro golpe à democracia — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior

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Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.

É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.

A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.

Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.

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Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.

O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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