POLÍTICA NACIONAL

Moro defende independência da CPMI do INSS, mas mira governo

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O senador Sergio Moro (União-PR) destacou em pronunciamento nesta quarta-feira (27) a instalação da CPMI do INSS e a escolha de um presidente e de um relator “independentes”, o que, segundo ele, representa uma vitória da oposição. Moro defendeu que as apurações alcancem todos os responsáveis, mas ressaltou que os principais suspeitos são funcionários nomeados pelo atual governo e dirigentes de entidades que apoiam politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Agora há esperança de que os fatos possam ser devidamente investigados, doa a quem doer, se tiver gente do governo anterior, se tiver gente do governo atual. Mas as suspeitas principais recaem sobre funcionários da administração atual, inclusive nomeados pelo Lula. Presidentes de sindicatos e associações que dão suporte ao governo são, igualmente, os principais suspeitos de serem os beneficiários dessa fraude gigantesca. Daí porque essa CPMI não pode ser controlada pelo governo, não pode ser uma investigação de comadres.

Moro classificou as revelações sobre o INSS como “um grande e novo escândalo criminal do governo Lula” envolvendo fraudes contra aposentados e pensionistas. O senador estimou que a fraude tenha movimentado R$ 5 bilhões, com parte dos recursos sendo destinada a sindicatos e associações ligados ao governo. Ele criticou a paralisação das investigações após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter assumido os processos.

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— De repente, as investições que tramitavam de maneira correta nas primeiras instâncias foram todas avocadas ao STF, no gabinete do ministro Dias Toffoli, com base numa suposta prevenção que não existia. As investigações ficaram, durante esse período, paralisadas. Aquele escândalo estava sendo colocado de lado, longe dos noticiários — declarou.

O senador também disse ter sido “surpreendido” com a possibilidade de ser convocado para depor na comissão. Ele alegou nunca ter tido relação com a gestão de benefícios previdenciários quando foi ministro da Justiça (2019-2020).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara celebra aniversário de Brasília e destaca papel da capital na democracia

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Em sessão solene para celebrar o aniversário de Brasília, a Câmara dos Deputados destacou nesta sexta-feira (17) o papel da cidade como símbolo de unidade nacional e desenvolvimento. Parlamentares e representantes da sociedade civil defenderam a preservação do espírito democrático da capital.

A solenidade foi proposta pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e pelo deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). O objetivo foi valorizar a história da cidade e homenagear a família de Juscelino Kubitschek.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que Brasília não surgiu por acaso, mas de um projeto político construído por uma geração que acreditava no país. “Brasília é uma ideia: a ideia de que este país pode dar certo, de que o Brasil pode planejar, construir e realizar.”

A deputada Bia Kicis destacou que a construção da cidade exigiu coragem e visão. Ela também citou sua trajetória como servidora pública na capital. “Brasília nasceu de um sonho profético, construída com a coragem dos seus pioneiros e sustentada pela esperança do seu povo.”

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Sessão Solene em Homenagem ao Aniversário de Brasília.
Anna Christina Kubitschek (D) recebe da deputada Bia Kicis placa em reconhecimento ao legado da família

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Homenagem à família Kubitschek
A presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek, foi a homenageada da sessão. Ela recebeu placa em reconhecimento ao legado da família.

Em seu discurso, ela destacou que o memorial atende diariamente centenas de estudantes de escolas públicas. “Ser neta de Juscelino Kubitschek é carregar um legado que atravessa o tempo. Brasília é a expressão concreta de uma ideia que acreditou no futuro.”

Desafios atuais
O deputado Alberto Fraga (PL-DF) criticou o que chamou de “roubo desavergonhado” na gestão do Banco de Brasília (BRB) e citou investigações sobre a instituição.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) apontou problemas na rede de saúde mental e bucal do Distrito Federal e também criticou o uso do BRB para “negócios escusos”.

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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