POLÍTICA NACIONAL

Obra do Senado é semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2025

Publicado em

O Atlas Histórico-Econômico do Brasil no Século XIX, publicado pelo Conselho Editorial do Senado em parceria com a Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff), está entre os semifinalistas do 2º Prêmio Jabuti Acadêmico 2025, na categoria Prêmio Especial de Divulgação Científica. A lista foi divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) na segunda-feira (14).

A obra foi lançada no estande do Senado durante a Bienal do Livro do Rio 2025, em junho. Um dos organizadores do Atlas, o professor e historiador Luiz Fernando Saraiva, participou do lançamento. Fruto do trabalho de 20 pesquisadores, o livro também foi organizado por Pérola Goldfeder e Wagner Nabarro.

O presidente do Conselho Editorial do Senado (Cedit), senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), comemorou a indicação ao Jabuti Acadêmico, edição científica do prêmio literário instituída em 2024.

— Para mim, como presidente do Conselho Editorial do Senado, que editamos a obra, é um orgulho sem tamanho e, em si, uma grande vitória. É o reconhecimento do trabalho de valorização da produção literária brasileira — elogiou.

Leia Também:  Comissão aprova selo Aeroporto Amigo do Pet para terminais com espaço destinado a cães e gatos

Mais de 2 mil obras foram inscritas nesta edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, reconhecendo a excelência editorial e a valorização de autores e editoras nas áreas científicas, técnicas e profissionais. Os cinco finalistas serão anunciados em 22 de julho, e os vencedores, em 5 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

O Atlas

Com 156 páginas ilustradas com fotografias, registros históricos, mapas, gráficos e tabelas, a obra reúne informações e análises sobre a população, as atividades econômicas, os meios de comunicação e as redes de transporte entre os anos de 1780 e 1920.

Entre os assuntos explorados estão o crescimento demográfico e a expansão territorial; as produções agropecuária, extrativista, mineral, industrial e energética; e as exportações. O livro também aborda os sistemas de comunicação, como Correios, telégrafos, telefonia, jornais e revistas, além de destacar o papel central do transporte ferroviário no período.

Em 2014, o Senado também foi destaque no Prêmio Jabuti, na categoria Direito, com A Gênese do Texto da Constituição de 1988. Escrito por João Alberto de Oliveira Lima, Edilenice Passos e João Rafael Nicola, o título apresenta um minucioso estudo sobre a elaboração da Constituição, trazendo discussões, negociações e decisões que construíram o texto final.

Leia Também:  CDH aprova proteção a resgatados de situação análoga à de escravo

O Atlas Histórico-Econômico do Brasil no Século XIX pode ser adquirido no site da Livraria do Senado a preço de custo e com frete grátis para todo o Brasil. A versão digital pode ser acessada gratuitamente. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Senado Verifica reforça atuação contra desinformação nas eleições deste ano

Published

on

A circulação de vídeos manipulados, áudios clonados, conteúdos fora de contexto e falsas denúncias torna o enfrentamento à desinformação um dos principais desafios das eleições deste ano. Com o avanço da inteligência artificial e o aumento do consumo de notícias pelas redes sociais, conteúdos enganosos alcançam diferentes públicos e se tornam cada vez mais difíceis de identificar.

Nesse cenário, garantir a integridade das eleições também significa assegurar que o cidadão tenha acesso a informações confiáveis para exercer livremente o direito ao voto. O Senado participa desse esforço por meio do Senado Verifica, serviço oficial da Casa de combate à desinformação.

Criado em 2020, o canal recebe dúvidas dos cidadãos, verifica afirmações, consulta fontes oficiais e áreas técnicas e apresenta os esclarecimentos em linguagem simples. Entre os materiais analisados pela equipe do Senado Verifica estão publicações sobre o processo de votação, regras eleitorais e a escolha dos representantes para o Senado.

Parceria com o TSE

Desde 2022, o Senado faz parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, que tem como referência um protocolo de intenções firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A iniciativa busca ampliar a divulgação de informações seguras sobre, por exemplo, urnas eletrônicas, fiscalização do processo eleitoral, apuração dos votos e normas que orientam as campanhas.

Gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, Ester Monteiro explica que essa cooperação ocorre principalmente em duas frentes:

  • o monitoramento de conteúdos enganosos e o atendimento às dúvidas da população;
  • a educação midiática (com a produção de reportagens, entrevistas, podcasts e vídeos educativos).

— Nosso objetivo não é apenas desmentir uma informação depois que ela viraliza, mas preparar o cidadão para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar a autoria, as evidências e o contexto antes de compartilhar — destaca ela.

Leia Também:  Comissão aprova selo Aeroporto Amigo do Pet para terminais com espaço destinado a cães e gatos

Inteligência artificial

Nas eleições de 2026, uma das principais preocupações é o uso indevido da inteligência artificial. Áudios clonados, vídeos manipulados e imagens sintéticas podem ser utilizados para atribuir a candidatas ou candidatos falas ou situações que nunca ocorreram.

As regras do TSE determinam que conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial na propaganda eleitoral devem ser claramente identificados como tais. Além disso, proíbem o uso de deepfakes (vídeos ou áudios gerados por inteligência artificial que imitam pessoas reais) para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Essas normas também impedem que sistemas de inteligência artificial recomendem, sugiram ou priorizem candidatos, partidos, federações ou coligações.

Onde consultar informações verificadas?

A Justiça Eleitoral ampliou a parceria com plataformas digitais e reformulou a página Fato ou Boato, que reúne checagens e materiais educativos produzidos por instituições e agências parceiras.

O Senado Verifica também responde a dúvidas da população e esclarece informações relacionadas ao Senado e ao processo eleitoral. Mas esse serviço não substitui a Justiça Eleitoral, não investiga crimes e nem aplica sanções. Mande sua dúvida pelo WhatsApp: (61) 98190-0601.

Onde denunciar conteúdos suspeitos?

Conteúdos falsos, manipulados ou fora de contexto que possam comprometer a integridade das eleições podem ser encaminhados para o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral do TSE.

Já as denúncias sobre propaganda eleitoral irregular, nas ruas ou na internet, devem ser enviadas para o Pardal (também do TSE). Sempre que possível, o cidadão deve preservar o link da publicação, registrar a tela e anotar a data, o horário e o perfil responsável.

Antes de compartilhar, verifique

O combate à desinformação também depende da sua participação. Mensagens alarmistas, sem autoria ou que peçam compartilhamento urgente exigem atenção redobrada.

Leia Também:  Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil pode ser votada no Plenário na quarta

Antes de encaminhar esse tipo de mensagem, siga este passo a passo:

  • veja quem produziu o conteúdo;
  • busque a fonte/publicação original;
  • confira a data da postagem e o contexto;
  • consulte as fontes oficiais (página ou perfil oficial informado pelo candidato/partido);
  • confira o site do Tribunal Superior Eleitoral: tse.jus.br.

Combater a desinformação não significa impedir críticas, opiniões ou divergências. Significa proteger o direito de cada pessoa de participar do debate público e escolher seus representantes com base em informações confiáveis.

Neste ano, quando escolhermos dois senadores (ou senadoras) por estado e pelo Distrito Federal, esse cuidado é essencial para preservar a liberdade do voto e a integridade das eleições.

Fato ou boato? Veja aqui as últimas checagens publicadas pelo TSE

– É falso que ministros tenham autorizado redes sociais a descumprir ordens da Justiça nas Eleições 2026

 É falso que Eleições 2026 terão novas urnas; presença de observadores internacionais e abertura de código-fonte também não são novidade

– Abertura do código-fonte é realizada desde 2002; ato não é responsabilidade direta do ministro André Mendonça

– Ministros Barroso e Moraes não mandaram fabricar chips em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas

– É mentira que mesários votam na urna eletrônica no lugar de eleitores

– É falso que 811 mil chineses poderão votar nas eleições brasileiras

– TSE alerta para golpe com cobrança para regularização de pendências eleitorais

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA