POLÍTICA NACIONAL

Petecão destaca integração Brasil-Peru e defende avanços na Estrada do Pacífico

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (10), o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) destacou que a integração Brasil–Peru é o eixo central das discussões realizadas com parlamentares dos dois países e que a rota pela Estrada do Pacífico representa oportunidade econômica relevante para o Acre e para toda a Região Norte. Segundo ele, a regularização do funcionamento das alfândegas e a conclusão de obras pendentes são passos essenciais para permitir o fluxo comercial. Ele relatou que congressistas peruanos estiveram no Senado para tratar da ampliação da cooperação bilateral e reforçar o compromisso com a rota internacional.

— Pasme: hoje, do lado peruano, a alfândega funciona 24 horas; do nosso lado, quando é 17h, a alfândega fecha. Por que fecha? Porque não tem servidor do Ministério da Agricultura. Imagine, em uma reunião de presidente da República, chegar a informação de que a alfândega não funciona porque não tem quatro, cinco, dez funcionários para funcionar. Isso, para o Brasil, é uma humilhação. Temos que ter os servidores do Ministério da Agricultura para a fiscalização, temos que ter a nossa Polícia Federal, nós temos que ter a nossa Receita Federal, porque é assim no mundo todo — afirmou.

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O senador também comentou as dificuldades locais que travam o avanço da integração, como obras inacabadas e a falta de infraestrutura na região de fronteira. Ele acrescentou que a rota pelo Pacífico pode reduzir em até 23 dias o trajeto de cargas brasileiras em direção à Ásia, representando um mercado conjunto superior a 250 milhões de pessoas. O parlamentar defendeu audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o novo presidente do Peru, José Jeri, para tratar de medidas que permitam avanços concretos. Segundo o senador, o potencial logístico existente não pode continuar sem uso.

— Nós temos, no município de Brasiléia, um anel viário, e não temos uma ponte. Como é que podemos pensar em integração se está lá uma ponte, há mais de quatro, cinco anos, se arrastando, inacabada? A estrada que tinha que ser feita foi feita. Agora, faltam detalhes — declarou.

Petecão também registrou sua recondução à Vice-Presidência da Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos e mencionou sua participação na instalação da Frente Parlamentar pela Integração Sul-Americana.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Poder Executivo anuncia MPs contra bets e endividamento das famílias

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Foram anunciadas pela Presidência da República, no início da noite desta sexta-feira (25), duas medidas provisórias (MPs), uma delas proibindo as chamadas apostas por quota fixa, conhecidas como bets, e outra com ações para aliviar a situação de endividamento das famílias, programa batizado como Desenrola Brasil 3.0.

No mesmo evento em São Paulo que tratou da edição das MPs, também foi anunciado um projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo, que tipifica crimes relacionados aos jogos de azar on-line. As MPs passam a valer a partir de sua publicação no Diário Oficial da União.  

Calendário

A partir da publicação da MP, não serão mais permitidas as apostas on-line no país. No caso de aportes já feitos, a MP prevê a devolução dos saldos em contas em sites desse tipo.

Também a partir da entrada em vigor do texto, não será permitida nova contratação de publicidade de apostas. O que já foi contratado poderá ser veiculado até o dia 5 de outubro, quando também deverá ocorrer a retirada dos sinais visíveis de patrocínio. Veja algumas datas do calendário da MP.

  • 5 de outubro: prazo para os usuários retirarem voluntariamente o dinheiro dos aportes que fizeram nas plataformas.
  • 6 de outubro: sites de apostas serão bloqueados no país, redirecionando à informação sobre a devolução de valores.
  • 7 e 8 de outubro: empresas de apostas informarão aos bancos os saldos das contas dos apostadores.
  • 9 a 14 de outubro: os bancos farão a devolução dos valores aos apostadores que tiverem contas.
  • A partir de 14 de outubro: em caso de algum impedimento no processo, a Caixa Econômica Federal intermediará a devolução aos apostadores.
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Proteção

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entre 2018 e 2025 os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceram cerca de 140% para questões ligadas ao jogo patológico.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou no evento de apresentação das medidas provisórias que o público-alvo da MP para redução do endividamento são as famílias com dívidas em atraso de dois anos a quatro anos e meio. A estimativa é que as dívidas dessas famílias cheguem a R$ 300 bilhões. O objetivo é reduzir em 50% esse valor.

De acordo com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, o governo reforçará a remoção de sites ilegais e investigações das movimentações financeiras. Veja algumas medidas previstas na MP do fim das bets:

  • Força-tarefa composta por diversos órgãos do governo;
  • Integração de forças e compartilhamento de informações estratégicas;
  • Reforço da estrutura do Ministério da Justiça e da Polícia Federal sobre o tema;
  • Oferecimento do canal www.gov.br/falabr para denúncias sobre bets e jogos on-line.

Projeto de lei

O governo anunciou que vai enviar ao Legislativo um projeto de lei que tipifica crimes específicos relacionados aos jogos on line. De acordo com a minuta do projeto, a pena será de quatro até seis anos de cadeia, além de multa, para quem operar ou explorar as bets de forma irregular. Influenciadores que lucram com a divulgação de apostas ilegais também poderão ser responsabilizados pela proposta, com pena de até quatro anos de prisão.

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O texto também vai, segundo o Executivo, transformar em crime o uso de dados pessoais com o objetivo de captar apostadores ou direcionar publicidade de bets. A pessoa que fornecer, negociar, comercializar ou utilizar cadastros e listas de dados para essa finalidade poderá pegar de dois a quatro anos de cadeia, além de multa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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