POLÍTICA NACIONAL

Pontes questiona atuação do STF e alerta para desequilíbrio entre os Poderes

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Para o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e declarações do presidente da República apontam para uma centralização de poder no Judiciário. Em pronunciamento nesta terça-feira (8), ele afirmou que isso representa uma distorção no equilíbrio entre os Poderes.

O senador citou uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feita em rede nacional: “Se eu não recorrer ao STF, eu não consigo governar”. Segundo Pontes, isso indica que a governabilidade estaria concentrada em decisões judiciais, e não no diálogo com o Congresso Nacional.

— Isso não é apenas um desabafo. É uma confissão de que governabilidade, hoje, depende não mais do Parlamento eleito pelo povo, mas da chancela de 11 ministros [do Supremo Tribunal Federal] nomeados sem voto popular. Esses ministros transformaram o Supremo em uma instância de chancela política, e não jurídica. A frase é grave; ela escancara um sistema invertido, um modelo em que o Executivo não busca mais negociar com o Congresso Nacional, mas busca respaldo no Judiciário para se sobrepor à vontade soberana da maioria eleita pelo povo brasileiro — ressaltou o senador.

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Pontes também criticou a atuação do STF nos casos em que não há consenso entre os Poderes (como na questão do IOF). Para ele, isso representa um avanço do Judiciário sobre funções legislativas e executivas e fere o princípio da separação dos Poderes. O senador avalia que tal postura transforma o STF em um ator político, e não mais em um guardião da Constituição.

— Se o Legislativo não se impõe agora, estará fadado à irrelevância. Se não defendermos as nossas prerrogativas, não restará nada além de um Parlamento ornamental, usado apenas para formalizar decisões já tomadas por outros. Não podemos aceitar que leis sejam reinterpretadas sem critérios; que decisões monocráticas substituam o voto de 513 deputados federais e 81 senadores, representantes legítimos da população, eleitos pela população; e que o STF se torne um instrumento ideológico, de um projeto político. O momento exige ação, exige uma resposta institucional. Se hoje um presidente diz que só governa com o STF, e o STF aceita ser essa muleta, então quem governa o país? Quem governa o nosso Brasil, afinal de contas? — questionou. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.

A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.

Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.

O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.

O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.

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O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.

Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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