POLÍTICA NACIONAL

Relator defende possível derrubada de vetos à nova Lei de Licenciamento Ambiental; ouça a entrevista

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O relator do projeto que deu origem à nova Lei de Licenciamento Ambiental, deputado Zé Vitor (PL-MG), afirmou que o Congresso Nacional pode derrubar alguns dos vetos presidenciais ao texto aprovado pelos parlamentares. A declaração foi feita nesta segunda-feira (11), em entrevista à Rádio Câmara.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a nova lei na última sexta-feira (8), com 63 vetos. Para suprir lacunas deixadas, o governo encaminhou ao Congresso uma medida provisória e um projeto de lei.

Sem supresa
Segundo Zé Vitor, parte dos vetos já era esperada, devido a limitações regimentais para corrigir o texto durante a tramitação entre a Câmara e o Senado. Outros, porém, representam divergências de conteúdo em relação ao que foi aprovado pelo Congresso e, na avaliação do parlamentar, podem ser derrubados.

É o caso do veto à transferência de responsabilidades de licenciamento ambiental para os estados. O governo teme uma competição “antiambiental” entre os entes federativos. Zé Vitor criticou o veto. “Nenhum empreendedor se instala aqui ou ali buscando que haja normas ambientais mais brandas.”

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O deputado também discorda de vetos relacionados à consulta aos órgãos responsáveis pela proteção de povos indígenas e comunidades quilombolas para empreendimentos que afetem territórios em fase de reconhecimento pela Funai e Fundação Palmares.

Da Rádio Câmara – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Medida provisória destina recursos para prevenção de incêndios florestais

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O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória (MP) 1367/26, que abre crédito extraordinário no Orçamento de 2026 de R$ 337,5 milhões para prevenção e controle de incêndios florestais em áreas prioritárias. Segundo o Executivo, o cenário climático para o ano foi alterado pelo fenômeno do El Niño.

O El Niño ocorre com o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que pode trazer tanto inundações quanto secas extremas.

“Os recursos pleiteados destinam-se à recomposição e ampliação de itens críticos, notadamente: custeio de diárias e passagens para mobilização de equipes em áreas extensas e de difícil acesso; pagamento da remuneração de brigadistas temporários; aquisição de equipamentos de proteção individual; locação de meios aéreos para o primeiro ataque e apoio às operações de fiscalização, manejo e combate a incêndios, bem como para o suporte logístico associado”, justifica a mensagem que acompanha a medida, se referindo a ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O Executivo explicou ainda que um dos objetivos é cumprir decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que resultaram no plano de ação emergencial de prevenção e enfrentamento aos incêndios florestais na Amazônia Legal e Pantanal; no plano de fortalecimento institucional para o controle dos incêndios florestais na Amazônia e Pantanal; e no plano de integração de dados e aprimoramento dos sistemas federais de gestão ambiental.

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Tramitação
A MP será analisada por uma comissão mista (de deputados e senadores) e depois será votada pelos Plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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