POLÍTICA NACIONAL

Senado celebra 20 anos da Agência Nacional de Aviação Civil

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O Senado promoveu nesta segunda-feira (16) uma sessão especial para celebrar os 20 anos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Durante a homenagem, parlamentares e convidados destacaram a importância da agência para a segurança operacional da aviação brasileira.

A sessão foi solicitada pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). Em seu requerimento, o RQS 65/2026, ao lembrar que é papel da Anac regular e fiscalizar a aviação civil, ele ressalta que entre as atribuições da agência estão a certificação e a fiscalização (de aeronaves, operadores e aeroportos), a regulamentação das atividades aéreas e a defesa dos direitos dos usuários.

Daniel Ramos Longo, que está à frente da Secretaria Nacional de Aviação Civil, salientou durante o evento que um dos principais objetivos da agência é corrigir a assimetria de informações que há entre os usuários e os provedores de serviços de transporte aéreo, garantindo aos consumidores a segurança dessas operações. Essa secretaria está vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Marcos Pontes disse que a Anac se consolidou como referência internacional em segurança de voo e regulação do transporte aéreo. Para ele, trata-se de uma das instituições mais importantes para aviação civil do país.

— Quando a Anac foi criada, o Brasil transportava cerca de 45 milhões de passageiros por ano. Hoje, somos o terceiro maior mercado de ação doméstica do mundo, ultrapassando 100 milhões de passageiros anuais. A agência regula mais de 700 aeródromos em todo o território nacional, certifica aeronaves e profissionais da aviação, defende os direitos dos passageiros e trabalha incansavelmente pela segurança operacional — declarou o senador na abertura da sessão.

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Pontualidade

Diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein reiterou que o setor de aviação no Brasil é reconhecido por organismos internacionais pela segurança operacional e pela qualidade técnica.

— No ano passado tivemos pouco mais de 6% dos voos com atrasos superiores a 30 minutos. E tivemos menos de 2% dos voos cancelados. Isso é um número louvável. Mostra que a nossa aviação, além de segura, entrega um bom serviço para a nossa população — afirmou Faierstein.

Segundo Juliano Noman, representante da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, a atuação da Anac garante padrões operacionais e de segurança operacional de alto nível, além de permitir inovações e ganhos de eficiência.

Noman enfatizou que os índices de regularidade e pontualidade brasileiros superam índices americanos e europeus e que, do ponto de vista da segurança, o Brasil tem registrado altas notas em inspeções internacionais, aparecendo com frequência entre os cinco primeiros colocados nessas avaliações.

Sílvia de Sousa Barbosa, que representou os servidores da Anac durante a homenagem, acrescentou que a instituição vem cumprindo seu papel de fomentar o crescimento do setor, além de construir uma agenda de inclusão e democratização do acesso à aviação.

Concessões

A atuação da Anac na estruturação e na gestão das concessões aeroportuárias foi elogiada pelo tenente-brigadeiro do ar Walcyr Araújo, chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. Ele avalia que essa atuação “transformou de maneira profunda o cenário da infraestrutura aeroportuária nacional”.

— As concessões permitiram a modernização de diversos aeroportos brasileiros, ampliando sua capacidade operacional, elevando os padrões de qualidade dos serviços e estimulando novos investimentos no setor — assinalou ele.

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Araújo também recordou que a Anac surgiu a partir da estrutura do Departamento de Aviação Civil (DAC), então vinculado à Força Aérea Brasileira.

Para Tiago Rapouseiras Bonvini, representante da associação Aeroportos do Brasil (ABR), o programa de concessões aeroportuárias conduzido pela Anac foi um dos principais avanços do setor desde a criação da agência.

— Esse avanço não ocorreu por acaso. Ele foi possível graças à construção de um ambiente regulatório sólido, previsível e tecnicamente qualificado, no qual a atuação da Anac teve papel absolutamente central. Os últimos 20 anos foram marcados pela construção de um ambiente institucional cada vez mais técnico e colaborativo — sublinhou Bonvini.

Futuro

Segundo Mariana Altoé, integrante da diretoria da Anac, a instituição deverá lidar com desafios cada vez mais complexos.

— O setor vive um momento de intensas transformações tecnológicas: novas aeronaves, novos modelos operacionais, sistemas digitais, automação e soluções que aumentam a eficiência e reduzem impactos ambientais. A regulação precisa acompanhar essa evolução, permitindo que a inovação aconteça sem abrir mão dos elevados padrões de segurança que caracterizam a aviação.

Além disso, ela citou alguns objetivos da agência frente às especificidades do setor no Brasil: 

  • ampliar o acesso da população brasileira ao transporte aéreo;
  • aperfeiçoar o ambiente regulatório, retirando barreiras para permitir mais concorrência e novos modelos de negócio; e
  • expandir o alcance da aviação no território nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

CAS discute projeto de fiscalização de políticas sociais do governo federal

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A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) discute nesta terça (25) o projeto que estabelece agosto como o mês em que o Congresso Nacional deve dar atenção especial à análise e à fiscalização das políticas públicas do governo federal na área social.

Entre os convidados para o debate estão dois ministros de Estado. A reunião terá início às 10h.

O projeto (PL 4.035/2023) também cria uma campanha de conscientização, determinando que agosto será o Mês Nacional de Combate à Desigualdade Social e de Enfrentamento à Pobreza.

A proposta foi apresentada em 2023 pelo então deputado federal Guilherme Boulos, que se licenciou do cargo em 2025 para assumir a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele deve participar do encontro.

O debate, que acontecerá sob a forma de audiência pública interativa, foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto.

No requerimento que apresentou para solicitar o debate (REQ 84/2026 – CAS), Paim ressalta que “o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. Essa realidade não se restringe aos indicadores econômicos: manifesta-se nas profundas diferenças de acesso à saúde, à educação, ao trabalho digno, à moradia, à segurança alimentar, ao saneamento básico e à própria expectativa de vida entre diferentes grupos sociais e territórios”.

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Convidados

Entre os convidados que já confirmaram a participação na audiência estão:

  • o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos;
  • o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias;
  • a diretora de Promoção dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luana Medeiros;
  • a integrante da diretoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Adriana Marcolino;
  • a coordenadora da Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, Renata Boulos;
  • o coordenador nacional do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Rud Rafael.

A reunião será realizada na sala 3 da ala Alexandre Costa.

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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