POLÍTICA NACIONAL

Senado celebra os 25 anos de fundação da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

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O Senado fez uma sessão especial, nesta terça-feira (20), para celebrar os 25 anos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, sediada em Joinville (SC). A cerimônia foi presidida pela senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) e contou com a presença dos senadores da bancada e de autoridades como o embaixador da Rússia, Alexey Labetskiy, o presidente do Instituto Bolshoi, Valdir Steglich, o diretor-deral da escola, Pavel Kazarian, e a representante do governo de Santa Catarina, Vânia Franco.

A senadora Ivete da Silveira ressaltou o papel do ex-prefeito de Joinville, senador Luiz Henrique da Silveira (1940-2015), de quem é viúva, um dos responsáveis pela vinda da escola para o Brasil. Segundo ela, a atuação do Bolshoi é considerado um símbolo de cooperação cultural entre Brasil e Rússia.
— A exitosa presença do Bolshoi no Brasil, nesses 25 anos, representa prova incontestável de que a educação e a cultura constituem poderosos instrumentos para a construção da paz, do desenvolvimento e da cooperação fraterna entre os povos. O Teatro Bolshoi no Brasil não oferece apenas um ensino de excelência em dança. As alunas e os alunos recebem educação, aprendem uma profissão, exercitam responsabilidade e constroem cidadania .

Fundada em março de 2000, a escola tem hoje 240 alunos de 22 estados. Todos recebem bolsas de estudo que incluem alimentação, transporte, uniformes, assistência médica e apoio pedagógico. O embaixador Alexey Labetskiy destacou o alto nível de quem sai do Bolshoi, escola que já formou 480 bailarinos, muitos deles com atuação em 27 países. 

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— A Escola Bolshoi de Joinville é uma referência para a formação dos quadros do balé clássico. (…) A primeira-bailarina do teatro de Cazan [na Rússia, Amanda Gomes], por exemplo, é brasileira, e muitos dos alunos da Escola de Bolshoi estão dançando em Moscou, em Paris, em Londres, em Nova York e aqui no Brasil. Essa grande qualidade é o resultado do trabalho dos professores russos, dos talentos brasileiros e de grande empenho de todos que estão ligados a esse projeto.

Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), o Bolshoi é motivo de orgulho para Santa Catarina.

— É motivo de orgulho para Santa Catarina sediar, de maneira singular, uma escola de teatro, o Teatro Bolshoi em Santa Catarina e em Joinville. E cada talento que se firma e se apresenta aos nossos olhos, ao nosso coração, à nossa sensibilidade é um fruto especialíssimo, inigualável e único, que a todos nós faz chegar a emoção, a sensibilidade e torna melhor o nosso nível, a nossa qualidade de vida.

Segundo o senador Jorge Seif (PL-SC), o trabalho da escola em Joinville vai além da cultura e da educação.

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— Esse sucesso é resultado de um trabalho sério que alinha excelência técnica à responsabilidade social. A presença da Escola de Teatro Bolshoi no Brasil é motivo de grande orgulho para todos nós, catarinenses e brasileiros; representa o poder transformador da cultura e do compromisso com a formação de cidadãos conscientes e preparados para os desafios do futuro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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