POLÍTICA NACIONAL

Senado Verifica completa cinco anos de combate a fake news

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Há cinco anos, o Senado Verifica nascia com uma proposta bem definida: ser um canal direto com o cidadão para checar informações falsas ou distorcidas relacionadas à Casa. Desde então, o serviço já atendeu mais de 2 mil pessoas por e-mail e WhatsApp (61 98190-0601), e pelos canais da Ouvidoria do órgão. As publicações já alcançaram 1,5 milhão de visualizações.  

— Os pedidos não param. Nosso grande desafio é ter agilidade para encontrar a informação verdadeira rapidamente e responder o cidadão prontamente, porque quanto mais a gente demora para responder, mais a informação errada se propaga e o prejuízo pode ser maior — conta Ester Monteiro, gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa, responsável pelo serviço. 

Uma Política de Uso disponível na página esclarece o que é checado e como o serviço funciona. O foco é verificar informações sobre o Senado enquanto instituição, cabendo às assessorias dos parlamentares esclarecerem conteúdos ligados ao mandato de cada senador.  

Apesar de muitos pedidos nem sempre serem relacionados à Casa, todos recebem retorno. De acordo com a gestora, as solicitações são classificadas e ninguém fica sem resposta. A equipe orienta o cidadão como identificar notícias falsas e onde buscar informação confiável 

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Os temas mais frequentes nas solicitações são o voto impresso; o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal; e a retirada de vídeos do ar pela TV Senado.

Para Ester, o serviço de checagem contribui para esclarecer a população e evitar que notícias falsas ganhem proporções maiores. Em sua avaliação, o serviço se consolidou e ganhou mais responsabilidade desde sua criação.

— O Senado Verifica foi institucionalizado, passando a integrar a estrutura organizacional como serviço vinculado à Assessoria de Imprensa. Isso representa um reconhecimento da importância desse trabalho para a instituição. Já fomos também objeto de estudo acadêmico — conta.

As checagens já foram citadas e replicadas por agências especializadas como Agência Lupa, Aos Fatos, G1 Fato ou Fake, UOL e Estadão Verifica, ampliando o alcance das informações verificadas pelo serviço do Senado.

Atualização

Em breve, o Senado Verifica lançará uma nova página com identidade visual atualizada e reunirá, em um só espaço, todas as informações disponíveis no portal do Senado com relação às checagens e combate à desinformação.  

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— A ideia é disponibilizar materiais relacionados ao combate à desinformação como reportagens sobre projetos de lei em andamento, estudos que envolvem o tema e referência bibliográfica da Biblioteca do Senado — antecipa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados

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A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.

A vedação vale sempre que o ato puder:

  • comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
  • alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
  • descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.

A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.

Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.

A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.

A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.

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Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:

  • parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
  • estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
  • autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.

O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.

Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.

Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Situação da BR-393 no trecho entre Jamapará (Sapucaia/RJ) e Volta Redonda/RJ. Dep. Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio

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Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.

Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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