POLÍTICA NACIONAL

Sergio Moro defende liberdade de expressão no debate político

Publicado em

O senador Sergio Moro (União-PR) utilizou a tribuna do Senado nesta quarta-feira (1º) para comemorar uma decisão da Justiça do Paraná que absolveu o delegado e ex-prefeito de Paranavaí Carlos Henrique Rossato Gomes, conhecido como Delegado KIQ, da acusação de difamação eleitoral. Para Moro, a sentença representa uma vitória da liberdade de expressão e do debate democrático, especialmente em um cenário que, segundo ele, tem assistido a tentativas de censura no espaço público.

— O debate sobre assuntos públicos pode ser veemente, pode ser desagradável, sim, às autoridades constituídas (…), mas o debate tem que ser livre e sem restrições. A liberdade de expressão é essencial para o bom funcionamento da democracia — afirmou.

A acusação contra o delegado se deu após uma encenação, durante ato político no segundo turno das eleições de 2022, em que um homem fantasiado de presidiário foi apresentado como alusão ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. KIQ teria feito referência ao personagem como “ladrão”, sendo posteriormente denunciado pelo Ministério Público do Paraná.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que uniformiza créditos de fiadores em processos de recuperação judicial

Segundo Moro, que prestou depoimento como testemunha de defesa no processo, a crítica estava inserida no contexto do debate eleitoral e baseada em fatos públicos, como condenações anteriores do presidente Lula, que foram posteriormente anuladas por decisões do Supremo Tribunal Federal. O senador argumentou que não houve declaração de inocência nos processos anulados e que a manifestação do delegado, ainda que polêmica, estava protegida pelo direito à opinião. Para ele, o caso reforça a necessidade de vigilância contra o uso do sistema judicial como ferramenta de intimidação política.

— Jamais se deve utilizar o mecanismo da Justiça para cercear o debate público — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

Published

on

Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

Leia Também:  Criação de ações afirmativas em IFs para agricultura familiar é aprovada na CE

O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Leia Também:  Comissão aprova projeto que uniformiza créditos de fiadores em processos de recuperação judicial

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA