POLÍTICA NACIONAL

Teresa Leitão aponta México como exemplo em igualdade de gênero na política

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Em pronunciamento nesta terça-feira (8), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) destacou os avanços na igualdade de gênero na política mexicana e apontou o país como um exemplo para o Brasil. A senadora integrou a comitiva do presidente Lula que viajou ao país da América do Norte para tratar de parcerias estratégicas e acompanhar a posse de Claudia Sheinbaum na Presidência do México. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo no país. 

Desde 2014, uma reforma no país — conhecida como Lei de Paridade de Gênero — passou a exigir que todos os partidos políticos mexicanos destinassem 50% de suas candidaturas a mulheres para todos os cargos legislativos. Em 2019, a paridade foi estendida aos Poderes Executivo e Judiciário, para os três níveis do Poder Executivo e para organismos públicos autônomos, a exemplo do Banco do México. 

— O país assegurou que 50% dos cargos públicos sejam ocupados por mulheres, uma conquista que deve servir de inspiração para o Brasil. Nós ainda padecemos com os 30% apenas na composição da chapa, que não se traduzem em eleições efetivas — disse.

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Teresa também destacou as oportunidades de fortalecer o comércio bilateral, que, segundo dados recentes, alcançou mais de US$ 14 bilhões em 2023, um recorde histórico. A senadora mencionou iniciativas conjuntas para combater desigualdades sociais e abordou a importância da cooperação entre Brasil e México em diversas áreas, como política, economia, educação e meio ambiente. Ela afirmou ainda que “o México será um parceiro e um irmão” nas lutas por justiça social e ambiental.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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