POLÍTICA NACIONAL

Teresa Leitão celebra Dia do Nordestino e destaca avanços da região

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Em pronunciamento no Plenário, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) destacou o Dia do Nordestino, celebrado nesta quarta-feira (8). A parlamentar ressaltou a importância da data como reconhecimento à cultura e à força do povo do Nordeste e lembrou da trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que saiu de Caetés (PE) em pau de arara e chegou à Presidência da República, tornando-se símbolo da superação. Ao enfatizar que a diversidade cultural e econômica da região é um pilar essencial para o desenvolvimento do país, ela citou nomes de nordestinos que entraram para a história.

— Falar dos nordestinos e nordestinas é falar de Paulo Freire, o educador que revolucionou o pensamento pedagógico mundial com seu método revolucionário de alfabetização de adultos. Vamos falar de Celso Furtado, que pensou o desenvolvimento com justiça social. Vamos falar de figuras históricas, como João Cabral de Melo Neto, Castro Alves, Frei Caneca, Dandara, Zumbi dos Palmares, Anna Nery, Nise da Silveira, Nísia Floresta, Bárbara de Alencar, só para citar alguns e algumas. A nossa história, uma história tão revolucionária, tão irredenta, nos ajuda a isto: a buscar sempre melhorar para o nosso povo e para o nosso país — afirmou.

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A senadora também lembrou que, além da cultura, o Nordeste hoje é referência em áreas estratégicas, como produção agrícola, ciência e inovação tecnológica. Ela enfatizou que o sertão, apesar da seca, produz vinho e frutas exportadas para diversos países.

— A fruticultura irrigada do Vale do São Francisco é exemplo de tecnologia e sustentabilidade. A economia nordestina está aquecida. O turismo cresce com força, assim como a atividade industrial, empresarial e comercial. E os investimentos em infraestrutura apontam para um futuro ainda mais promissor. A Transnordestina, ferrovia que ligará o interior ao litoral, pensada desde os tempos de Dom Pedro I, será um divisor de águas para a logística, o comércio e a integração regional.

A parlamentar ressaltou que o Nordeste ocupa posição de destaque na geração de energia renovável no país, com a instalação de grandes parques eólicos e solares que já abastecem parte do território nacional. Teresa enfatizou que os investimentos consolidam a região como referência em sustentabilidade e demonstram a capacidade nordestina de aliar desenvolvimento econômico à preservação ambiental.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados

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A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.

A vedação vale sempre que o ato puder:

  • comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
  • alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
  • descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.

A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.

Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.

A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.

A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.

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Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:

  • parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
  • estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
  • autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.

O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.

Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.

Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Situação da BR-393 no trecho entre Jamapará (Sapucaia/RJ) e Volta Redonda/RJ. Dep. Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio

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Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.

Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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