POLÍTICA NACIONAL

Teresa Leitão defende reintegração de concursados demitidos da Eletrobras

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A senadora Teresa Leitão (PT-PE), em pronunciamento nesta quarta-feira (15), defendeu a aprovação do Projeto de Lei 1.791/2019, que autoriza a transferência de empregados públicos concursados da Eletrobras para cargos vagos em outras empresas da administração pública indireta. Segundo a senadora, cerca de 3,6 mil trabalhadores foram demitidos sem justa causa após a privatização da empresa, em 2022.

— O projeto busca garantir o aproveitamento de empregados públicos concursados do sistema Eletrobras que foram desligados injustamente após a privatização da empresa, no malfadado governo de Bolsonaro, em junho de 2022. O projeto tenta atingir de forma proativa cerca de 3,6 mil demissões sem justa causa. Essa foi a maldade feita naquela ocasião. Profissionais que passaram por concursos públicos, que dedicaram anos de sua vida ao setor elétrico nacional, muitos com mais de 20 anos de casa, e que agora enfrentam o desemprego, o adoecimento emocional e a desvalorização profissional — disse. 

A senadora criticou as demissões realizadas sob planos de desligamento voluntário e consensual, que, segundo ela, foram aceitos sob pressão. Ela relatou que trabalhadores foram submetidos a transferências forçadas, extinção repentina de setores e metas consideradas inalcançáveis. A parlamentar também apontou a existência de práticas discriminatórias contra empregados mais experientes, que teriam sido tratados como entraves à nova gestão.

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Teresa argumentou que o projeto tem respaldo jurídico, não gera novas despesas e não cria cargos, apenas prevê o aproveitamento de mão de obra já concursada e capacitada. Segundo ela, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) permitem esse tipo de medida em processos de reorganização administrativa. Por fim, a senadora pediu a designação urgente de um relator para o PL na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a proposta aguarda análise.

— O projeto é a resposta necessária a essa injustiça. E mais: é uma resposta legal, constitucional e responsável — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Vai à CCJ projeto com novas regras para revisão de prisão preventiva

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (9) projeto que altera as regras de revisão da prisão preventiva. A proposta estabelece que a falta de reavaliação da medida só poderá resultar em ilegalidade após pedido da defesa. O texto segue para votação final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

De autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o PL 4.904/2020 recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES). A proposta mantém a revisão da prisão preventiva, mas condiciona o reconhecimento de ilegalidade a pedido da defesa. Nesse caso, o juiz terá prazo de 30 dias para reavaliar a necessidade da medida.

O texto também amplia de 90 para 180 dias o intervalo de revisão da prisão preventiva quando houver condenação em primeira instância pelo crime que motivou a medida. De acordo com emenda apresentada pelo relator, o Ministério Público deverá ser ouvido antes da decisão judicial sobre a manutenção da prisão ou a soltura do réu.

Na discussão da matéria, o senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou que a proposta corrige problemas na legislação atual.

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— O projeto corrige o principal problema, que é a possibilidade de liberação automática. Por isso, manifesto meu apoio à proposta — declarou.

O projeto tramita em conjunto com o PL 4.911/2020, do ex-senador Major Olimpio, e com o PL 4.917/2020, dos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Marcos do Val (Podemos-ES), que foram rejeitados pelo relator. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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