POLÍTICA NACIONAL

Veneziano presta homenagem ao papa Francisco e destaca seu legado

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O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) prestou homenagem ao papa Francisco em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (24). Ele destacou as atitudes e a trajetória do líder religioso e a influência de seu pontificado de quase 13 anos à frente da Igreja Católica. O papa Francisco, cujo nome era Jorge Mario Bergoglio, nasceu na Argentina em 1936 e morreu no Vaticano na última segunda-feira (21). Ele foi escolhido papa em 2013.

— Decerto não temos as condições para dimensionar a grandeza que foi a passagem em terra da vida do papa Francisco, Jorge Mario Bergoglio, cidadão diferenciado não apenas nas palavras, mas, acima de tudo, nas atitudes. As palavras valem muito, sim, mas muito mais do que elas, os gestos, as atitudes, as práticas falam e reverberam muito mais. Não tenho dúvidas de que ele influenciou, de que encontrou muitos ouvidos abertos, muitas mentes arejadas para acolher, nas suas mensagens, ensinamentos, conceitos de novas posturas, de novos comportamentos — declarou Veneziano.

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Veneziano ressaltou que o papa conseguiu transmitir novas ideias e comportamentos, mesmo enfrentando resistência em parte da Igreja. Ele disse que muitos acolheram suas mensagens e reconheceram seu empenho de promover mudanças. O senador também mencionou as visitas de Francisco ao Brasil como momentos que mostraram a essência de seu pontificado.

O senador também ressaltou o posicionamento do papa diante de guerras, desigualdades e intolerância. Segundo Veneziano, o papa Francisco sempre defendeu o diálogo, a paz e o respeito às diferenças. Ele afirmou que o pontífice abriu espaço para a inclusão de grupos historicamente marginalizados, mesmo contrariando setores mais conservadores da Igreja.

— Tomara que, proximamente à escolha do novo Santo Padre, possamos ter continuados avanços, porque esse foi o próprio desejo expresso e explicitado do papa Francisco, e não tenhamos retrocessos em novos posicionamentos que revejam as suas atitudes, que revejam as novas linhas até mesmo antidogmáticas que o papa Francisco pôde produzir no seu pontificado de quase 13 anos. Que Deus possa, porque assim já o fez, acolhê-lo e que essa passagem seja refletida por todos em meio a ambientes que aqui repetimos no termo conflagrado entre nações — afirmou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados

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A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.

A vedação vale sempre que o ato puder:

  • comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
  • alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
  • descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.

A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.

Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.

A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.

A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.

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Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:

  • parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
  • estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
  • autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.

O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.

Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.

Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Situação da BR-393 no trecho entre Jamapará (Sapucaia/RJ) e Volta Redonda/RJ. Dep. Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio

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Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.

Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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