POLÍTICA NACIONAL

Zequinha Marinho critica sua exclusão de debate sobre destinação de terras no Pará

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O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (22), questionou o fato de não ter sido convidado para a reunião do grupo de trabalho criado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar para discutir a destinação de terras de domínio público no estado do Pará.

O parlamentar alegou que foi ele quem propôs o diálogo, ainda em fevereiro, quando solicitou à Funai informações sobre a inserção de novas áreas no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef). Ele defendeu que “o debate deve envolver todos os interessados, especialmente os parlamentares que representam os produtores da região”.

— A gente não recebeu nenhum convite para participar. Mesmo sendo o primeiro que começou a trabalhar, o primeiro que começou a divulgar esse trabalho e a promover algum tipo de preocupação com o produtor rural, não estamos incluídos no grupo. Mas somos parceiros deste tema, ele nos interessa, porque o estado está sofrendo muito neste momento. A gente precisa achar uma solução para a violação do direito, principalmente do direito de propriedade — afirmou.

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Zequinha informou que, em resposta a ofício enviado por ele, a Funai indicou o interesse em 46 novas áreas para demarcação, além das 64 terras indígenas já existentes no estado, que representam 25% do território paraense. Segundo o parlamentar, a inserção dessas novas áreas no Sigef tem bloqueado atividades econômicas em propriedades produtivas. O senador alertou que os produtores não conseguem comercializar gado ou obter crédito quando suas terras aparecem como áreas de “pretensão indígena” e defendeu a exclusão das áreas do sistema.

— A solução é mandar tirar, imediatamente, as 46 áreas pretendidas pela Funai do Sigef. Não tem por quê, neste momento, engessar o produtor rural por causa de uma coisa que dificilmente vai acontecer, porque nós vamos obstruir a criação de novas terras. Porque todas elas estão em áreas produtivas. Nós temos 312 mil Km² de áreas já homologadas aos nossos indígenas, que não dão conta de tanta terra — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que permite a prefeituras vender ônibus escolar adquirido com recursos federais

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza estados, municípios e o Distrito Federal a dar novos usos no serviço público ou vender veículos de transporte escolar adquiridos com recursos federais. A medida valerá para os veículos com pelo menos dez anos de uso como transporte de estudantes no âmbito do programa federal Caminho da Escola.

Se o veículo for vendido, o dinheiro arrecadado será aplicado obrigatoriamente em educação pública. A prioridade para o uso desses recursos deverá ser a compra de novos veículos de transporte escolar.

O texto aprovado foi o substitutivo da relatora, deputada Nely Aquino (Pode-MG), ao Projeto de Lei 4721/24, do deputado Gilson Daniel (Pode-ES). A deputada uniu ao projeto principal o PL 17/25, que tramita em conjunto e trata de assunto semelhante.

O substitutivo altera a Lei 12.816/13, que trata do apoio da União às redes públicas de educação na aquisição de veículos.

Próximos passos
O projeto de lei ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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