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Balanço: Departamento registra aumento na produtividade de juízes leigos, conciliadores e contadores

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A produtividade dos profissionais credenciados que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso registrou crescimento expressivo. Nos 9 primeiros meses deste ano, os 129 juízes leigos realizaram 143.678 atos, enquanto em todo o ano de 2024 foram registrados 96.180 atos, com 136 profissionais credenciados na função.

O índice de acordos nas audiências de conciliação passou de 7,85% para 18,7%, mesmo com a redução no número de credenciados conciliadores (eram 248 em 2024 e atualmente são 161). Já os contadores e o técnico em contabilidade ampliaram de forma significativa a quantidade de cálculos judiciais, que passou de 3.477 em 2024 para 16.456 em nove meses. O resultado é reflexo direto do reforço na equipe, que contava com 6 contadores e 5 técnicos, e hoje é composta por 50 contadores e 1 técnico em contabilidade credenciados, além do acompanhamento estratégico promovido pelo Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje).

Os dados foram apresentados na manhã desta quarta-feira (8 de outubro), durante um encontro virtual promovido pelo Daje. Cerca de 200 profissionais credenciados do Poder Judiciário de Mato Grosso (entre juízes leigos, conciliadores, contadores e o técnico em contabilidade) participaram da reunião on-line, conduzida pela diretora do Departamento, Shusiene Tassinari Machado.

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Segundo a diretora, o objetivo do encontro foi apresentar os resultados do período e destacar as novidades implementadas pelo Daje, como o painel de Business Intelligence (BI) do Sistema de Gestão de Pessoas Sem Vínculo Empregatício (GPSem) e o novo portal do Daje.

Shusiene Machado explica que o Daje atua em dois eixos: o administrativo, com a coordenação de 414 profissionais credenciados; e o estratégico, em parceria com o Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), no monitoramento da produtividade por meio do Painel Ciência de Dados.

“Os profissionais credenciados são parte essencial do funcionamento dos Juizados Especiais. Eles fortalecem o atendimento e ampliam o alcance da Justiça. Este encontro é uma oportunidade para apresentar resultados e novidades do trabalho conjunto”, afirmou a diretora.

Ela destacou ainda que o aumento de produtividade foi obtido mesmo com redução no número de profissionais em algumas categorias. “Com exceção dos contadores, que tiveram o quadro ampliado, todos os demais credenciados apresentaram crescimento de produção com menos pessoas. Os números demonstram o empenho e o comprometimento de cada profissional”, completou.

Painel de Business Intelligence – Durante o encontro, também foi apresentado o painel de BI do GPSem, ferramenta implantada em março de 2025 que permite auditar a produtividade dos credenciados, identificar equívocos nos lançamentos e reconhecer boas práticas.

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“Com o painel, é possível acompanhar a produtividade de juízes leigos e conciliadores individualmente e por categoria. Desta forma asseguramos o cumprimento de metas institucionais e aprimoramos o desempenho”, explicou Shusiene. Ela antecipou que os dados sobre a produtividade dos contadores já estão em fase de implementação.

Novo portalOutro destaque do encontro foi o lançamento do Portal do Daje: https://daje.tjmt.jus.br/. O site reúne informações sobre atos normativos, manuais, canais de atendimento, notícias e materiais de apoio para os profissionais credenciados. “O portal é um canal direto de comunicação e apoio. Lá, os credenciados encontram orientações para facilitar o trabalho diário”, destacou a diretora.

Ao final, a diretora informou que será encaminhado um formulário de avaliação para que os credenciados possam enviar sugestões e críticas construtivas. “Estamos abertos ao diálogo e à colaboração para aprimorar continuamente o trabalho desenvolvido pelo Daje”, concluiu.

Autor: Larissa Klein

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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