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Centro Judiciário de Rondonópolis mobiliza redes de ensino para promover cultura de paz nas escolas

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Grande grupo posa no palco após o evento. Participantes reunidos lado a lado para foto oficial. Auditório ao fundo com cadeiras vazias na parte frontal.A mobilização do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis para difundir a Justiça Restaurativa nas escolas públicas ganhou força no início do ano letivo de 2026, reunindo educadores das redes municipal e estadual em encontros voltados à construção de ambientes escolares mais pacíficos e colaborativos. A iniciativa integra o movimento “Educação e Paz”, que busca fortalecer a convivência e prevenir conflitos no cotidiano escolar.

Em um grande movimento estratégico da Justiça Restaurativa, intitulado “Educação e Paz”, para fortalecer o ambiente escolar, o Plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Rondonópolis recebeu, nesta segunda-feira (23), um segundo encontro voltado só aos educadores da rede estadual. O evento reuniu cerca de 140 profissionais e contou com transmissão online em tempo real para 14 cidades que compõem o polo da Diretoria Regional de Educação (DRE).

A ação é coordenada pelo juiz Wanderlei José dos Reis, responsável pelo Cejusc local, que vem promovendo reuniões com professores, diretores e coordenadores pedagógicos das redes municipal e estadual para incentivar o uso da Justiça Restaurativa no ambiente escolar, especialmente por meio dos Círculos de Construção de Paz.

Auditório cheio registra evento institucional. Juiz ao centro do palco, banner do Cejusc à direita e bandeiras ao fundo. Público ocupa quase todas as poltronas.O magistrado destacou que sua iniciativa nesses três encontros recentes realizados, um com a rede municipal e dois com a rede estadual de ensino de Rondonópolis, visa a exortar os educadores a se valerem da Justiça Restaurativa no seu dia a dia, já que essa filosofia não visa a punir o comportamento inadequado no ambiente escolar, mas entender as raízes dos problemas de violência e desarmonia e enfrentá-los de forma adequada.

“Estamos oferecendo aos professores ferramentas para que eles se sintam seguros ao mediar situações difíceis de conflitos escolares. O objetivo é que a escola deixe de ser apenas um lugar de instrução e passe a ser um espaço de convivência harmônica e resolução humanizada de impasses através do diálogo e das práticas restaurativas”, afirmou o magistrado.

Para o juiz, a escola precisa ser um solo fértil para a responsabilidade e o respeito mútuo, e os Círculos de Construção de Paz constituem elemento poderoso para isso. “Diferente dos métodos punitivos tradicionais, a Justiça Restaurativa foca na reparação do dano e no fortalecimento dos vínculos interpessoais, transformando o bullying, por exemplo, de um problema meramente disciplinar em uma oportunidade de aprendizado emocional”, completou.

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A proposta é que os educadores atuem também como agentes de pacificação, estimulando a escuta ativa e o respeito mútuo dentro da sala de aula.

Palestrante apresenta conteúdo a público sentado em auditório. Projetor, computador e cadeiras ocupadas. Plateia atenta acompanha explicação sobre Justiça Restaurativa.A diretora regional de Educação, Andreia Cristiane de Oliveira, ressaltou a importância da parceria com o Judiciário e afirmou que a rede estadual já iniciou a capacitação de professores na metodologia restaurativa. Segundo ela, as práticas têm contribuído para fortalecer a empatia, melhorar as relações interpessoais e reduzir conflitos nas escolas. Ela enfatizou a necessidade urgente de aplicar essas práticas nas unidades escolares do polo. “A partir de uma demanda dos nossos diretores e após as palestras feitas pelo Tribunal de Justiça, na pessoa do juiz Wanderlei Reis, estamos capacitando professores na metodologia da Justiça Restaurativa. Nosso objetivo é fortalecer a empatia e a escuta ativa em sala de aula, pois entendemos o educador como o principal agente de transformação para além do currículo. Já percebemos que esse olhar cuidadoso, focado nos Círculos de Construção de Paz, reduz drasticamente os índices de bullying e violência, promovendo a harmonia que buscamos em nossas unidades escolares”.

Educadores que participaram das atividades também destacaram os benefícios da proposta. A professora Amanda Lima Ribeiro Flávio avaliou que as práticas restaurativas representam um suporte essencial diante dos desafios enfrentados atualmente no ambiente escolar. “Eu vejo essa ferramenta como indispensável. Vivemos momentos de muitas tensões e rupturas dentro das unidades escolares, advindas de muitas frentes: família, valores, crenças, e por aí vai”, afirmou a professora

Para a professora Amanda, a formação traz um novo fôlego ao trabalho docente. “Nesse contexto, a palestra ministrada gera certa esperança, uma ponta de expectativas em relação ao que podemos chamar de sociedade evoluída. O impacto dessas ações, por meio dos facilitadores, não será somente para o aqui e o agora. Fazer parte disso é no mínimo relevante”, concluiu.

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O professor David Maccalikes, que é mestre em Matemática e atua há mais de 15 anos em sala de aula, ressaltou que o diálogo e a escuta promovidos pelos círculos contribuem para um clima mais harmonioso e favorável à aprendizagem. Ele considerou a iniciativa do Judiciário importante e benéfica para o fortalecimento das relações no ambiente escolar. “Sempre defendi a escuta, o diálogo e o respeito mútuo como base da aprendizagem. O Círculo de Construção de Paz reforça esses valores e se mostra uma ferramenta eficaz na prevenção de conflitos e na promoção de um ambiente mais harmonioso e propício ao desenvolvimento dos estudantes. Seria ótimo poder contar com essa forte ferramenta nas escolas onde trabalho”, disse.

Com o início das aulas, a expectativa é que os Círculos de Construção de Paz passem a integrar o cronograma das escolas estaduais, servindo tanto para a resolução de casos de indisciplina, quanto para o fortalecimento do vínculo entre professores, alunos e a comunidade escolar.

Dados do Cejusc de Rondonópolis apontam que o polo da Diretoria Regional de Educação abrange 62 unidades escolares distribuídas em 14 municípios, com 20 mil alunos só em Rondonópolis. Já na educação municipal são 92 escolas, entre ensino infantil e fundamental, com cerca de 29.500 alunos.

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Autor: Assessoria

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Poder Judiciário funciona em regime de plantão neste final de semana (09 e 10 de maio)

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Neste final de semana (09 e 10 de maio), o Poder Judiciário atua em regime de plantão para o recebimento dos feitos cíveis de urgência, como mandados de segurança, processos criminais de urgência, como habeas corpus, e processos urgentes de Direito Cível Público.
O sistema de plantão só é aplicável nos feriados e finais de semana para apreciação de medidas judiciais que reclamem soluções urgentes, e após o expediente forense (19h) durante os dias de semana (até às 11h59). Sendo assim, durante o plantão devem ser seguidas as regras da Consolidação das Normas Gerais da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Mato Grosso (CNGC), aplicáveis à situação em questão.
Durante o plantão judiciário, as medidas urgentes devem ser protocolizadas via Processo Judicial Eletrônico (PJe).
Comarcas
Confira quem serão os plantonistas na comarca de Cuiabá:
Confira quem serão os plantonistas na comarca de Várzea Grande:
Para atendimento das medidas urgentes de Saúde Pública, de competência da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, fica disponível o telefone (65) 99202-6105. O plantão se inicia a partir das 19h desta sexta-feira até o início do expediente seguinte, na segunda-feira (12h).
A Resolução n. 10/2013/TP regulamenta as matérias cabíveis de interposição durante o plantão judiciário. São elas: habeas corpus e mandados de segurança em que figurar como coator autoridade submetida à competência jurisdicional do magistrado plantonista; medida liminar em dissídio coletivo de greve; comunicações de prisão em flagrante e a apreciação dos pedidos de concessão de liberdade provisória; em caso de justificada urgência, de representação da autoridade policial ou do Ministério Público visando à decretação de prisão preventiva ou temporária; pedidos de busca e apreensão de pessoas, bens ou valores, desde que objetivamente comprovada a urgência; medida cautelar, de natureza cível ou criminal, que não possa ser realizada no horário normal de expediente ou de caso em que da demora possa resultar risco de grave prejuízo ou de difícil reparação; medidas urgentes, cíveis ou criminais, da competência dos Juizados Especiais a que se referem as Leis nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001, limitadas as hipóteses acima.
Durante o plantão não serão apreciados pedidos de levantamento de importância em dinheiro ou valores nem liberação de bens apreendidos.
As demais ações, distribuídas durante o horário de expediente no PJe, devem seguir o fluxo normal, com a regular distribuição, e as eventuais ações físicas deverão obedecer às orientações dos Diretores de Foro de cada comarca.
Conforme estabelece a Portaria Conjunta 271-Pres/CGJ, fica regulamentado o encaminhamento dos alvarás de soltura e mandados de prisão aos estabelecimentos prisionais de Cuiabá e Várzea Grande por malote digital ou e-mail institucional para o seu devido cumprimento. A medida se refere ao Provimento n. 48/2019-CGJ para o segundo grau de jurisdição do Tribunal de Justiça estadual.

Autor: Ana Assumpção

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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