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Educadoras aprovam iniciativa de concurso cultural sobre violência doméstica nas escolas

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Foto em plano aberto, tirada de cima, que mostra o auditório da Secretaria de Educação de Cuiabá lotada. No placo, sentados no dispositivos de honra estão diversas autoridades do Poder Judiciário, bem como do Executivo e Legislativo de Cuiabá.O lançamento do concurso cultural ‘A escola ensina, a mulher agradece’, do Poder Judiciário de Mato Grosso em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, contou com a participação de diretoras, diretores, coordenadoras e coordenadores das quase 60 Escolas Municipais de Ensino Básico (EMEB) e Escolas do Campo (EMEBC) da capital. Eles serão os responsáveis por implementar nas unidades o projeto que visa trabalhar o tema da violência contra a mulher junto a alunos do 1º ao 5º ano, de forma artística, com produções em redação, poema, desenho, música e vídeo.

A receptividade ao projeto entre os profissionais da Educação foi grande. Durante a apresentação dos objetivos e regras do concurso cultural, muitas educadoras participaram levantando dúvidas, apresentando sugestões e fazendo elogios à iniciativa, inclusive, apontando a necessidade desse tipo de debate junto às crianças.

“Principalmente nós, que atuamos na periferia da nossa capital, diariamente nos deparamos com situações que de certa forma nos emocionam, porque são relatos verdadeiros de uma violência vivenciada, em que as crianças não têm como recorrer a mais ninguém, a não ser na confiança que elas têm no professor e na unidade escolar”, relata Elizete Reis, coordenadora da EMEB Pedrosa de Moraes, no bairro Novo Paraíso.

Segundo ela, inserir um tema tão relevante na escola, desde as séries iniciais, irá contribuir com a formação do caráter das crianças. “A escola entra como parceira nessa grande jornada, fazendo com que essas informações comecem a ser inseridas para que as crianças, nessa formação de caráter, se tornem adultos responsáveis por suas ações”.

Para Núbia Rafaelle Barbosa Neto, diretora da EMEB Francisco Pedroso da Silva, localizada no bairro São Francisco, o debate sobre a violência contra a mulher nas escolas é extremamente importante. “Nós, que viemos de uma escola da periferia, sabemos o quanto é importante tratar disso dentro da escola”, afirma.

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Segundo a diretora, o ato de externar a dor do aluno ocorre quando ele sente aproximação com o professor. “Quando eles se sentem muito próximos de nós, professores, quando eles têm essa confiança, eles conseguem demonstrar. Às vezes, conseguem falar, mas por meio de um desenho, de uma redação, de uma poesia, de uma carta, eles acabam passando para a gente. E esse projeto é essencial porque eles vão retratar, às vezes, o que acontece dentro de casa. E nós, como escola, podemos intervir de alguma forma”.

Juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges fala sorrindo ao microfone. Ela é uma mulher branca, de cabelos e olhos castanhos, usando vestido bege e moletom de tricô verde e colar dourado com pingente de flor. De acordo com a juíza da 2º Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, Tatyana Lopes de Araújo Borges, durante o lançamento do concurso cultural, muitos profissionais da Educação relataram situações de violência que são externalizadas pelos alunos no ambiente escolar. “Me chamou a atenção porque até mesmo a violência psicológica eles também começam a externar na escola, com aquelas atitudes de autoridade, com falas preconceituosas entre os alunos, porque é aquilo que eles vivenciam em casa”, disse.

A magistrada, que juntamente com a desembargadora Maria Erotides Kneip é idealizadora do projeto “A mulher ensina, a mulher agradece”, faz o convite para que todas as escolas municipais de Cuiabá participem. “As inscrições iniciaram nesta segunda-feira (20) e vão até o dia 27 de outubro, na rede municipal de Educação de Cuiabá, e a gente aproveita para convidar que todas as escolas se inscrevam, para que os alunos se inscrevam também. Temos várias categorias em que podem ser realizadas as produções desses trabalhos”.

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A escola ensina, a mulher agradece

A imagem mostra uma mãe sorridente abraçando o filho com mochila escolar. Ao lado, lê-se “A Escola ensina, a Mulher agradece. Aprender a respeitar, transforma a sociedade”. Logos institucionais aparecem abaixo.O concurso cultural é voltado a estudantes do 1⁰ ao 5⁰ ano do Ensino Fundamental da rede municipal de ensino de Cuiabá, que poderão participar inscrevendo trabalhos nas categorias redação, poema, desenho, música e vídeo.

O projeto é fruto de uma parceria entre o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), e as Secretarias Municipais da Mulher e de Educação de Cuiabá. O objetivo é promover a conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher e desenvolver a capacidade crítica e criativa dos estudantes, valorizando a expressão artística e identificando talentos.

Cronograma – As escolas podem se inscrever no concurso cultural “A escola ensina, a mulher agradece” entre os dias 20 e 27 de outubro, por meio do endereço eletrônico disponibilizado pela Secretaria Municipal de Educação. Poderão ser inscritos trabalhos produzidos entre 17 de outubro e 15 de novembro. Nos dias 18 e 19 de novembro, ocorrerá a premiação da etapa escolar por regionais. A grande final municipal e estadual está prevista para ocorrer no dia 25 de novembro.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

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Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

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“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

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Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

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A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

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Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

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Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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