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GMF-MT alinha ações ao Plano Pena Justa e reforça cumprimento das metas do CNJ

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A atuação contínua, técnica e integrada do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT) foi o foco da reunião realizada nesta quarta-feira (28), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, para alinhar as ações do grupo ao Plano Pena Justa. O encontro reforçou que o trabalho estratégico do GMF é fundamental para o cumprimento das metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para a implementação do plano estadual e para o reconhecimento nacional da atuação do Judiciário mato-grossense.

Construído pelo CNJ e pela União, com apoio de parceiros institucionais e da sociedade civil, o Plano Pena Justa atende à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da ADPF 347, e propõe enfrentar a situação de calamidade do sistema prisional brasileiro, com foco na responsabilização justa, na reinserção social e na não repetição do estado de coisas inconstitucional.

Durante a reunião, o supervisor do GMF-MT, desembargador Orlando de Almeida Perri, alertou para a necessidade de manter e aprimorar os resultados já alcançados pelo Judiciário. “A Comunidade de Justiça, após muitos anos de conquistas, tem um novo desafio: manter e aprimorar o seu desempenho. É fundamental demonstrar nossos resultados, para que não percamos a certificação Diamante por conta das falhas do sistema regional”, afirmou.

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Perri também destacou os impactos negativos da redução de ações nas áreas de trabalho e educação dentro das unidades prisionais. “É crucial priorizar a ressocialização dos detentos, pois ao negligenciar o trabalho, a educação e a profissionalização, enfraquecemos os pilares da recuperação”, pontuou, ao manifestar preocupação com o aumento de denúncias de violências e a falta de assistência no sistema prisional.

Integração e continuidade das ações

Coordenador do GMF Penal, o juiz Geraldo Fidélis ressaltou que a reunião marca o início efetivo dos trabalhos do grupo em 2026, com todos os juízes auxiliares do grupo alinhados ao Plano Pena Justa. “Nós temos que organizar, sistematizar e integrar as ações. São mais de 300 iniciativas vinculadas ao plano, e cada magistrado tem uma atuação específica para garantir o cumprimento dessas metas”, destacou.

Segundo Fidélis, o compromisso assumido pelo Judiciário será acompanhado pelo CNJ e pelo STF. “O cumprimento desses prazos será cobrado, e nós precisamos demonstrar, com base técnica, que estamos fazendo a nossa parte, independentemente das dificuldades enfrentadas por outros poderes”, afirmou, defendendo maior articulação interinstitucional.

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A reunião também destacou a atuação dos juízes e juízas auxiliares designados pela Portaria nº 002/2025, responsáveis por eixos como socioeducativo, saúde mental, política sobre drogas, justiça restaurativa, empregabilidade, central de vagas e semiliberdade.

A descentralização das ações em todas as comarcas foi apontada como essencial para a efetividade do Plano Pena Justa e para o fortalecimento do trabalho do GMF-MT.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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