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Justiça determina interdição parcial do CDP de Tangará da Serra por superlotação

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O juiz da 1ª Vara Criminal de Tangará da Serra, Ricardo Frazon Menegucci, determinou a interdição parcial do Centro de Detenção Provisória (CDP) do município, devido à constatação de superlotação, deficiências estruturais e condições inadequadas de custódia. A decisão proferida segunda-feira (20) atende a um pedido da Defensoria Pública do Estado (DPEMT).

A interdição parcial proíbe o ingresso de novos presos, até que haja redução do número de custodiados para patamar compatível com a capacidade da unidade. O Estado de Mato Grosso foi intimado a transferir, no prazo de 15 dias, ao menos 50 presos para outras unidades prisionais, como forma de reduzir a superlotação. A medida admite exceções apenas para prisões em flagrante ocorridas na própria comarca ou para o cumprimento de mandados de prisão expedidos pelo juízo local.

Na sentença, o magistrado destaca que a unidade possui capacidade oficial de 433 vagas, mas conta na presente data da decisão com 513 custodiados. Um quantitativo considerado incompatível com a estrutura real do estabelecimento prisional. Além disso, foi constatado que a distribuição interna das vagas não se dá de forma uniforme, concentrando a superlotação em determinadas alas, especialmente na carceragem comum.

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Esse cenário ainda foi agravado pela interdição temporária da Ala 11, devido às avarias encontradas na estrutura dos beliches e com a criação da ala destinada à população LGBTQIAP+. O local necessita de uma separação adequada, demandando maior espaço físico para um número reduzido de custodiados.

Além da superlotação, a decisão relata condições inadequadas de acomodação, com presos dormindo em colchões no chão, inclusive próximos a sanitários, ventilação e iluminação insuficientes, ausência de salubridade e dificuldades de higiene. Também há registros da presença de animais, como ratos e aranhas, circulando entre os custodiados, bem como insuficiência na assistência à saúde, prestada de forma limitada por equipe de enfermagem e telemedicina, sem médico presencial e com atendimento odontológico suspenso há meses.

PJe 2000715-83.2025.8.11.0055

Autor: Larissa Klein

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Formação em gestão de riscos prepara servidores para decisões mais seguras no TJMT

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O Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) deu mais um passo no fortalecimento da governança institucional ao realizar nesta quarta-feira (13) o módulo presencial “Avaliação da Efetividade dos Controles”, que integra o curso de Certificação Profissional em Gestão de Riscos (CPGR). A formação, promovida na Escola dos Servidores em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), reúne mais de 50 servidores de diversas áreas.
Com carga horária de 96 horas e formato híbrido, o curso integra uma estratégia mais ampla do Tribunal para estruturar uma gestão de riscos moderna, participativa e alinhada às boas práticas de governança. A iniciativa contempla, ainda, o mapeamento de riscos em unidades prioritárias, a implantação de ferramentas tecnológicas e a capacitação contínua dos servidores.
Durante o encontro presencial, o professor e especialista em Gestão de Riscos, Compliance e Governança, Nelson Ricardo Fernandes da Silva, destacou o diferencial da formação ao enfatizar o caráter aplicado do conteúdo. “A principal característica da certificação é justamente o foco na prática. Não se trata apenas de transferir conhecimento, mas de garantir que ele seja aplicado na organização, no dia a dia dos gestores. Aqui no Tribunal, o modelo foi adaptado à realidade institucional, o que torna o resultado ainda mais relevante”, afirmou.
Segundo ele, a metodologia adotada permite que os participantes utilizem ferramentas, sistemas e processos voltados à implementação efetiva da gestão de riscos. “Não é um modelo de prateleira que vem pronto. Houve uma construção conjunta, com adaptação à realidade do setor público, o que facilita transformar conhecimento em aprendizado aplicado”, completou.
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel, ressaltou que o curso está diretamente alinhado ao Planejamento Estratégico da instituição. “Estamos trabalhando desde a identificação até a mitigação dos riscos, com planos de ação concretos. A gestão de riscos é algo relativamente novo no Judiciário, mas essencial. Nosso objetivo é internalizar essa cultura nos níveis estratégico, tático e operacional”, explicou.
Afonso também destacou o caráter transversal da iniciativa. “A gestão de riscos rompe com aquela visão de setores isolados. Ela integra todas as áreas em torno de um objetivo comum, que é entregar ao cidadão uma prestação jurisdicional de qualidade”, pontuou.
Para o diretor do Departamento de Gestão de Pessoas, Luis Paulo Delorme, o curso representa uma mudança de paradigma dentro da instituição. “É um tema novo e, como todo começo, traz desafios. Mas a gestão de riscos é essencial. Se não conhecemos os riscos, não conseguimos mensurar para onde estamos indo. Essa iniciativa é um grande passo para o futuro do Tribunal”, afirmou.
Já o coordenador da Auditoria Interna, Eduardo da Silveira Campos, reforçou a relevância do tema para a governança institucional. “A gestão de riscos traz mais segurança e fortalece toda a estratégia de governança. É um tema complexo, com muitos conceitos novos, mas que certamente trará grandes benefícios no futuro”, destacou.
A certificação segue até junho e integra um conjunto de ações do TJMT voltadas à antecipação de desafios, ao fortalecimento dos resultados institucionais e à melhoria contínua dos serviços prestados à sociedade.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Assessoria-TJMT

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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