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Mais Júri: Corregedoria coordena força-tarefa para intensificar sessões de Júri em 2026

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Foto ilustrativa. Pessoa vestida com traje formal do Tribunal do Júri segura um conjunto de documentos. Ao fundo, aparece a inscrição “Tribunal do Júri” desfocada, indicando o ambiente institucionalO Programa Mais Júri inicia, em 2026, uma nova etapa de mutirões para julgamento de crimes dolosos contra a vida. A primeira ação atenderá a 3ª Vara Comarca de Barra do Bugres nos períodos de 23 a 27 de fevereiro e de 23 a 27 de março, com a realização de cinco sessões do Tribunal do Júri por semana. A prioridade é julgar processos antigos e casos de feminicídio.

O programa é desenvolvido em cooperação entre a Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Corregedoria Geral da Justiça (CGJ), o Ministério Público e a Defensoria Pública, com foco na redução do estoque de ações pendentes de julgamento. Em 2026, a CGJ pretende realizar cerca de 100 sessões do Tribunal do Júri pelo programa até o final do ano.

Foto do corregedor e do juiz auxiliar da CGJ. Os dois homens usam terno e gravata posam lado a lado, em fundo claro, para foto institucional. Ambos estão em posição frontal, com expressão serena“O Mais Júri é uma ferramenta essencial para dar celeridade a processos de crimes dolosos contra a vida, como os casos de feminicídio, e reduzir a tramitação de ações antigas, garantindo resposta mais rápida e efetiva à sociedade”, aponta o corregedor geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

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A coordenação do programa fica a cargo do juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira, que também lidera a Central de Processamento Eletrônico (CPE), responsável pela organização das pautas do Mais Júri. “A CPE realiza a seleção estratégica dos processos, conforme acompanhamento dos indicadores, pois o programa contribui diretamente para o cumprimento das metas do Conselho Nacional de Justiça”, explica o juiz auxiliar.

O Programa “Mais Júri” está alinhado às Metas Nacionais do CNJ para 2026 e contribui para que o Primeiro Grau cumpra as seguintes metas:

Meta 1 (Julgar mais processos que os distribuídos), ao fomentar o julgamento de um número maior de processos de conhecimento do que os distribuídos no ano;

Meta 2 (Julgar processos antigos), pois julga processos antigos, visando reduzir o acúmulo e o tempo de tramitação, crucial para casos de crimes contra a vida;

Meta 4 (Priorização de Crimes de Maior Impacto Social), pois priorizar o julgamento de crimes contra a vida, reduzindo a sensação de impunidade e garantindo maior celeridade;

Além da Meta 8 (Priorizar o julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres).

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Organização – O mutirão de julgamento do programa Mais Júri foi autorizado por meio de provimento do Conselho da Magistratura n.01/2026 e atende à necessidade de esforço concentrado diante do volume de processos já pautados nas diversas unidades judiciárias. Para o Mais Júri em Barra do Bugres foram convocados como magistrados colaboradores Maurício Alexandre Ribeiro (fevereiro) e Daniel Campos Silva de Siqueira (março).

Mais Júri – Ao longo de 2025 o programa realizou 163 sessões do Tribunal do Júri nas comarcas de Cuiabá (70 júris), Porto Alegre do Norte (52 sessões de júri), Vila Rica (24 julgamentos), Marcelândia (10), Sorriso (4) e Várzea Grande (3 júris). A iniciativa permite a realização concentrada de sessões em curto período, promovendo a redução do acervo processual no Primeiro Grau, sem comprometer a rotina regular das comarcas.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Armário Solidário” transforma desapego em apoio a mulheres vítimas de violência

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Mulheres vasculham pilhas de roupas coloridas sobre mesas. Em destaque, jovem de blusa preta e cabelos cacheados examina peça escura.Enquanto os números do ReciclaJud mostravam a força da sustentabilidade no Fórum de Várzea Grande, durante evento realizado nesta semana, uma nova iniciativa foi lançada com a proposta de ampliar essa corrente do bem. O projeto Armário Solidário vai arrecadar roupas, calçados, bolsas e acessórios para um bazar beneficente que terá toda a renda revertida para uma organização que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica.

A campanha foi apresentada na terça-feira (09), durante a divulgação dos resultados parciais do ReciclaJud, ação que incentiva integrantes do Poder Judiciário a coletar e dar a destinação correta a materiais recicláveis. As doações ao Armário Solidário poderão ser feitas até 9 de setembro em pontos de coleta instalados no Fórum de Várzea Grande, Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Fórum de Cuiabá e Complexo dos Juizados. As peças arrecadadas passarão por triagem e curadoria antes da realização do bazar, marcado para o dia 8 de outubro.

De acordo com a gestora-geral do Fórum de Várzea Grande, Luciana Tolovi, a iniciativa reforça o compromisso da comarca com a sustentabilidade e a responsabilidade social. “Somos muito engajados nessa questão da sustentabilidade. E, para complementar esse trabalho, entendemos que também era importante investir em um viés social. Por isso estamos trazendo o Armário Solidário, com arrecadação de roupas que serão vendidas a preços simbólicos, e toda a renda será destinada a uma ONG que atende mulheres vítimas de violência doméstica”, destacou.

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O projeto beneficiará a ONG Lírios – Liga de Reestruturação das Irmãs Ofendidas em seu Sentimento, instituição que oferece apoio psicossocial gratuito a mulheres e meninas vítimas de violência doméstica e familiar.

Sustentabilidade com impacto social

Mulheres percorrem araras e mesas repletas de roupas em salão amplo e iluminado. Ao fundo, plantas decoram o espaço movimentado.Assessora de magistrado e agente sustentável da comarca, Jéssica Lindaura explicou que a ação foi inspirada em uma experiência realizada pelo Tribunal de Justiça e amadurecida pela equipe local ao longo do último ano. “A gente pegou uma ideia legal e sustentável que o Tribunal de Justiça realizou em 2023 e conseguimos estruturar o projeto com mais calma neste ano. O Armário Solidário consiste na doação de roupas masculinas, femininas, acessórios, bolsas e calçados, que passarão por curadoria antes da realização do bazar”, explicou.

Segundo ela, nos primeiros momentos do evento, as vendas serão destinadas prioritariamente aos colaboradores terceirizados e estagiários, com peças comercializadas por valores acessíveis, entre R$ 5 e R$ 50.

Jéssica ressaltou que a escolha da entidade beneficiada também está alinhada ao propósito social da campanha. “Infelizmente, os índices de violência contra a mulher ainda são muito altos. Por isso buscamos uma ação que pudesse contribuir de forma concreta. A ONG desenvolve trabalhos de acolhimento psicológico, terapias, capacitações e até projetos ambientais, o que também dialoga com a proposta de sustentabilidade que defendemos”.

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Além de estimular a solidariedade, a campanha busca incentivar a economia circular por meio da reutilização de peças em bom estado, transformando o desapego em oportunidade de ajudar quem mais precisa.

Fotos: Ednilson Aguiar

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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