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Paranaíta recebe 101ª Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher implantada pelo TJMT

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A proteção às mulheres vítimas de violência doméstica ganhou mais um reforço em Mato Grosso. Nesta quarta-feira (11), o município de Paranaíta passou a integrar oficialmente a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher, tornando-se a 101ª rede implantada no Estado.

A iniciativa é articulada pela Coordenadoria Estadual da Mulher do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob coordenação da desembargadora Maria Erotides Kneip. Durante a solenidade, também foi assinado o Termo de Cooperação Técnica entre o Poder Judiciário e o Município, formalizando a atuação integrada das instituições no combate à violência doméstica.

O juiz titular da Comarca de Paranaíta, Dante Rodrigo Aranha da Silva, enfatizou o papel da Rede em fortalecer ações preventivas e repressivas, ampliando a proteção não apenas às vítimas, mas também ao núcleo familiar.

“Com o apoio de todas as entidades e a coordenação da Cemulher, o caminho será bem trilhado. A rede permitirá resultados ainda mais efetivos, tanto na prevenção quanto no tratamento das situações de violência doméstica, envolvendo não só a vítima, mas também seus dependentes e até mesmo o agressor”, destacou o magistrado.

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A Rede representa um avanço concreto na articulação entre Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Executivo Municipal, forças de segurança e sociedade civil. Mais do que um protocolo formal, trata-se da organização de um fluxo de atendimento que vai desde a porta de entrada — geralmente a polícia — até o acompanhamento psicológico, social e jurídico das vítimas.

O promotor de Justiça que responde pela comarca, Álvaro Padilha de Oliveira, ressaltou que a chegada da rede ao município era aguardada, pois não se trata de uma iniciativa apenas ostensiva, mas também de prevenção e suporte à vítima.

“A implementação da rede de proteção à mulher é fundamental. Não se trata apenas do atendimento policial, que é a porta de entrada. É preciso que toda a rede funcione de forma articulada para dar suporte à vítima. O Ministério Público estará presente e atuante nesse enfrentamento”, afirmou.

Para o prefeito Osmar Antônio Moreira, a união institucional é essencial diante dos desafios enfrentados. “Sabemos das dificuldades, mas não vamos baixar a cabeça para o crime. Precisamos enfrentar de forma firme a violência contra a mulher e mudar essa realidade”, declarou.

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A solenidade contou com a presença do vice-prefeito, secretários municipais de Assistência Social, Educação e Cultura e Saúde, do presidente da Câmara Municipal, Adimiltom Mota, diretores de escolas municipais, equipe multidisciplinar do Fórum, representantes do CRAS, policiais militares da Patrulha Maria da Penha e policiais civis.

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Autor: Vitória Maria Sena

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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