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ReciclaJud: Iniciativa sustentável que fomenta a economia circular

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Três troféus verdes do ReciclaJud estão dispostos sobre mesa de madeira em sala administrativa. As peças têm formato do símbolo da reciclagem e bases douradas com identificação dos vencedores de 2025.A competição ReciclaJud, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, traz um impacto significativo para cerca de cem famílias atendidas pela Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Mato Grosso Sustentável (ASMATS). Lançada em julho deste ano, a iniciativa contou com a adesão dos Complexos dos Juizados Especiais, incluindo edições na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e no foro de Várzea Grande.

Proposta pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, a iniciativa está alinhada à Agenda 2030 da ONU e reforça práticas simples que podem ser incorporadas tanto no ambiente de trabalho quanto na rotina do dia a dia, promovendo a responsabilidade com o planeta e o fomento à economia circular.

Cidinha Nascimento, presidente da ASMATS, enfatizou a importância do projeto, afirmando que “o ReciclaJud possibilitou ações estratégicas que geram segurança documental e alinhamento às normas em vigência, além de um pouco mais de conforto aos catadores de recicláveis.” Ela recordou a primeira edição do evento, que gerou uma quantidade significativa de eletrodomésticos, atendendo até mesmo às demandas das famílias. “Primeiro, a gente supriu a necessidade do catador, que às vezes não tinha condição de comprar uma geladeira ou um ferro de passar roupas.”

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Cidinha, da Asmats, em ambiente interno, vestindo camiseta verde da ASmats e lenço estampado na cabeça. Usa óculos e brincos discretos. Ao fundo, há estante em formato de árvore com livros coloridos e poltronas de espera.A presidente exemplificou as dificuldades enfrentadas, ressaltando que o quilo do papelão é vendido a R$ 30 centavos, enquanto o aluguel do barracão usado para a triagem dos materiais é de R$ 10 mil ao mês. “Toda ajuda é sempre muito bem-vinda.”

Durante a apresentação dos resultados da nova edição do ReciclaJud, realizada na sede do Complexo dos Juizados Especiais, Cidinha compartilhou sua trajetória na área ambiental, revelando que se tornou “educadora ambiental” e que, hoje, é uma facilitadora de processos na área de meio ambiente. Ela sublinhou a importância da organização da Central de Reciclagem: “É uma central simples, mas bem organizada, bem feita e bem montada.”

Cidinha também fez um apelo, incentivando o engajamento na reciclagem: “Quando você traz a sua latinha, pensa bem… vai ajudar muita gente.”

Iniciativa

Servidora de roupa vermelha apresenta resultados do ReciclaJud diante de tela com o 1º lugar projetado. À frente, público sentado acompanha. Mesa com projetor e computadores compõe o ambiente formal da unidade do TJMT.Na quarta-feira (10), o Complexo dos Juizados Especiais divulgou os resultados da nova edição da competição ReciclaJud, que arrecadou 2.716,454 quilos de materiais recicláveis em menos de trinta dias de competição. A unidade conta com um ecoponto para o recolhimento dos materiais, que está aberto à toda população. Somando dez meses de coleta, mais de sete toneladas de materiais recicláveis foram recolhidos e enviados à Associação.

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Responsabilidade

O ReciclaJud está totalmente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, reunindo ações que integram as dimensões ambiental, social e institucional da sustentabilidade. O programa contribui com o ODS 12, ao incentivar o consumo consciente e a destinação correta dos resíduos; com o ODS 11, ao promover cidades mais sustentáveis; e com o ODS 8, ao gerar inclusão social e renda para os catadores da ASMATS, que se beneficiam do material arrecadado.

Além disso, o ReciclaJud apoia o ODS 13, ao reduzir os impactos ambientais e as emissões associadas à destinação incorreta de resíduos, e o ODS 17, por fortalecer parcerias entre o Poder Judiciário, a sociedade e organizações locais.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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