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Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência Doméstica chega a Porto Esperidião e Glória d’Oeste

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O enfrentamento à violência doméstica em Mato Grosso ganhou mais um reforço nesta terça-feira (30 de setembro). Porto Esperidião recebeu oficialmente a 80ª Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência Doméstica do estado, em solenidade que também contemplou o município vizinho de Glória d’Oeste. A iniciativa é coordenada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), e representa mais um passo rumo à meta de 100 redes estruturadas até o fim do ano.

Durante o evento, a juíza Djéssica Giseli Kuntzer fez um balanço das últimas implantações da Rede e destacou a importância do avanço no Polo II. “Esses dois últimos municípios tiveram as reuniões ontem, em São José dos Quatro Marcos, e hoje, em Porto Esperidião, que também abarca Glória d’Oeste. Agora, faltam apenas duas comarcas para concluirmos a instalação do Polo II. O que vemos é que já existe um trabalho importante sendo feito pelas prefeituras e órgãos parceiros, e a rede vem justamente para dar visibilidade e fortalecer esse esforço coletivo”, afirmou a magistrada.

Ela ressaltou ainda que o objetivo é reduzir os índices de feminicídio em Mato Grosso. “Infelizmente, nosso estado ainda aparece entre os que mais registram crimes dessa natureza. A maioria das vítimas não tinha medidas de proteção. A Rede vem para mudar isso: mobilizar a sociedade, encorajar as mulheres a buscar apoio e mostrar que elas não estão sozinhas”, acrescentou.

O protocolo de cooperação foi assinado em cerimônia que reuniu representantes do Poder Judiciário, Executivo municipal, forças de segurança, assistência social, saúde, Ministério Público, Defensoria Pública e sociedade civil. Para o prefeito de Porto Esperidião, Odirlei Queiroz Faria, a união entre instituições é fundamental. “O Poder Judiciário e as prefeituras precisam caminhar juntos, sempre buscando o melhor para a população. A iniciativa de capacitar os profissionais que estão na ponta do atendimento é essencial para que nenhuma mulher fique desamparada”, avaliou.

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A secretária de Assistência Social de Porto Esperidião, Ariane Vaz de Almeida Resende, destacou que o município já registrava casos de violência, mas muitas vezes de forma velada. “A experiência do ‘Agosto Lilás’ mostrou que, quando há um espaço de acolhimento, as mulheres respondem e buscam ajuda. Agora, com a Rede de Enfrentamento teremos uma ampliação desse apoio, trazendo mais segurança e confiança para que elas procurem ajuda”, afirmou.

A prefeita de Glória d’Oeste, Gheysa Maria Bonfim Burgato, reforçou que a parceria com o Judiciário fortalece o trabalho que já vinha sendo desenvolvido. “Quando temos o Judiciário junto, a mensagem chega de outra forma. As mulheres percebem que estão protegidas e se sentem mais seguras para denunciar. Essa rede vem para ampliar o apoio que queremos oferecer às vítimas e suas famílias”, declarou.

Além da assinatura do protocolo, a programação contou com uma capacitação para os profissionais que atuarão diretamente no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. O encontro foi conduzido pela assessora técnica da Cemulher, Adriany Carvalho, e buscou garantir acolhimento humanizado e atendimento integrado.

Para a defensora pública de Porto Esperidião, Marina Pessini Pezzi, a capacitação é essencial para a atualização contínua dos profissionais que trabalham com vítimas de violência. “Essa qualificação garante que possamos atender as mulheres com respeito, evitando a revitimização quando procuram os atores da rede, seja em uma audiência, no Poder Judiciário ou até em atendimentos na saúde. Também nos prepara para lidarmos com outros tipos de violência e compreender como ela se manifesta em cada comarca ou município, já que pode variar conforme o perfil socioeconômico da região. Essas capacitações devem ser permanentes, para que possamos manter um atendimento e uma abordagem humanizada diante de uma questão tão importante para todos nós da Rede, em níveis municipal, estadual e federal”, comentou.

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A secretária de Assistência Social de Glória d’Oeste, Kedman de Carvalho, destacou a importância dessa preparação. “Com essa capacitação, será possível conscientizar ainda mais a população, principalmente aquelas mulheres que ainda não buscam ajuda. Já enfrentamos situações em que as vítimas desistiram do processo por medo ou insegurança, mas acreditamos que a Rede trará mais confiança para que elas deem continuidade e sintam que não estão sozinhas.”

A implantação das Redes de Proteção integra o trabalho estratégico da Cemulher, coordenada pela desembargadora Maria Erotides Kneip, que busca fomentar a criação e o fortalecimento dessas redes em todo o estado.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário aprimora identidade visual e funcionalidades da Consulta Processual

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) disponibiliza, a partir desta segunda-feira (15), uma nova identidade visual para a Consulta Processual do Processo Judicial Eletrônico (PJe), tornando a busca por informações judiciais mais simples, rápida e intuitiva para advogados, partes processuais e cidadãos.

A reformulação integra o processo de modernização dos sistemas utilizados pelo Poder Judiciário mato-grossense e segue o mesmo padrão visual adotado no Portal do TJMT. O objetivo é unificar a experiência dos usuários em diferentes serviços digitais da instituição, garantindo maior facilidade de navegação e acesso à informação.

Desenvolvido pela equipe da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI), por meio do Departamento de Sistemas e Aplicações (DSA), o novo modelo prioriza conceitos de Experiência do Usuário (UX), com interfaces mais limpas, organizadas e acessíveis.

Entre as principais mudanças está a simplificação da pesquisa processual. Antes, o usuário precisava escolher entre diversos campos específicos para localizar um processo. Agora, a busca foi reorganizada para tornar o procedimento mais prático e intuitivo, reduzindo etapas e facilitando a localização das informações desejadas.

Outra novidade é a identificação mais clara da origem dos processos. A plataforma informa de forma objetiva em qual sistema o processo está registrado, permitindo que o usuário compreenda rapidamente o ambiente em que a tramitação ocorre, mesmo sem conhecimento técnico sobre os sistemas judiciais.

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A visualização dos detalhes processuais também foi aprimorada. Ao acessar um processo, o usuário encontra uma página mais organizada, com melhor distribuição das informações e navegação otimizada. A mudança elimina dificuldades comuns da versão anterior, especialmente em processos com grande quantidade de movimentações e documentos.

Os documentos passaram a ser identificados de forma mais clara, exibindo diretamente a natureza do conteúdo, como sentença, despacho ou certidão. A alteração facilita a compreensão dos atos processuais e reduz a necessidade de interpretações adicionais por parte do usuário. As informações das partes envolvidas no processo também ganharam maior destaque e visibilidade, permitindo uma consulta mais completa sem a abertura de múltiplas janelas ou menus adicionais.

De acordo com o gerente sênior de Arquitetura de Software da Divisão de Sistemas e Aplicações (DSA), Joaquim Rodolfo Galli, a modernização faz parte de uma estratégia institucional para padronizar todos os sistemas disponibilizados ao público externo.

“A proposta é oferecer uma experiência uniforme em todos os serviços digitais do Poder Judiciário. Independentemente de o cidadão acessar uma consulta processual, um sistema administrativo ou outro serviço eletrônico, ele encontrará a mesma identidade visual e a mesma lógica de navegação, tornando a utilização mais simples e confortável”, explica.

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Além da renovação visual, a consulta processual teve o fluxo de pesquisa simplificado, passando de oito para quatro etapas. A nova interface também destaca de forma mais clara a comarca de tramitação, as partes principais envolvidas, o sistema em que o processo está registrado e o andamento mais recente. Outro recurso incorporado é o resumo inteligente, que apresenta as informações processuais de maneira mais acessível e facilita a compreensão do conteúdo pelos usuários.

A nova Consulta Processual do PJe integra um conjunto de ações voltadas à transformação digital do Judiciário mato-grossense, reforçando os princípios de transparência, acessibilidade e eficiência no atendimento à sociedade.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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