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Serviço de Atendimento Imediato (SAI) inicia atendimento em Rondonópolis nesta sexta-feira (dia 1º)

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O Serviço de Atendimento Imediato (SAI), do Poder Judiciário de Mato Grosso, retoma suas atividades no município de Rondonópolis, nesta sexta-feira (1º de novembro). O objetivo é garantir soluções rápidas e seguras aos envolvidos em acidente de trânsito sem vítima. Os atendimentos do SAI serão realizados de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.  
 
Um levantamento prévio da Polícia Civil do município aponta que, em 2023, foram registrados 1.547 acidentes sem vítimas em Rondonópolis. A retomada das atividades do SAI permitirá que essas ocorrências, que resultam em apenas danos materiais nos veículos, sejam solucionadas no local do acidente. 
 
“O serviço é fundamental, pois além de dar uma solução rápida, também contribui para a redução de litígios, pois a homologação do acordo é feita já no atendimento”, explica o juiz Wagner Plaza Machado Junior, titular do 2º Juizado Especial da Comarca de Rondonópolis. 
 
O Serviço de Atendimento Imediato é composto por uma Central de Atendimento ao Jurisdicionado, realizado por equipes de atendimento móveis. Para acessar o serviço, as partes podem acionar o serviço via telefone (066 99695-8050), fazer sua identificação e do local do acidente. No caso de a ocorrência preencher os requisitos para o atendimento, a van com uma equipe seguirá até o local. 
  
“O serviço auxiliará a autocomposição de conflitos entre partes envolvidas em acidentes de trânsito, desde que não haja vítimas, ainda no local dos fatos”, destaca o magistrado.
 
A equipe que realiza o atendimento conta com o apoio de um conciliador, profissional habilitado para conduzir o caso a partir de técnicas de conciliação e de mediação de conflitos.
 
Nos casos em que há conciliação, será elaborado um termo de acordo, que deve ser assinado entre as partes. O documento será enviado para homologar judicialmente.  
 
Já nos casos em que não conciliação, cópias dos termos serão entregues às partes, que serão orientadas a procurar o Juizado Especial Cível, caso tenham interesse em propor reclamação. As provas colhidas no local do acidente serão armazenadas pelo prazo de seis meses. 
 
Priscilla Silva 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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