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TJMT encerra ano com 97 Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher instaladas

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Quatro pessoas posam sorridentes diante de um banner do Cemulher. Duas mulheres de cabelos claros e duas de cabelos escuros vestem roupas sociais em tons claros e azul. O ambiente é iluminado e transmite união e profissionalismo.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso consolidou, ao longo de 2025, um avanço histórico na política de proteção às mulheres com a instalação de 97 Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em comarcas do interior do estado. A iniciativa é conduzida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) e integra a estratégia institucional do Judiciário de fortalecer a atuação articulada e humanizada no combate à violência de gênero.
As Redes de Enfrentamento têm como foco a articulação interinstitucional nos municípios, reunindo órgãos públicos, instituições do sistema de justiça, forças de segurança, conselhos, entidades da sociedade civil e lideranças comunitárias. A proposta é garantir respostas mais rápidas e eficazes às situações de violência, além de promover ações preventivas e educativas voltadas à ruptura do ciclo de agressões e à proteção integral das vítimas.
Em 2025, a expansão ocorreu de forma contínua ao longo do ano, com destaque para:
• Março: instalação de 35 redes em diversas comarcas do estado
• Abril a agosto: criação de 12 novas redes
• Setembro: implantação de 10 redes
• Outubro: mais 3 redes instaladas
• Dezembro: encerramento do ano com 6 novas redes, ampliando o alcance da política pública
A atuação em rede fortalece o diálogo entre instituições, amplia a sensibilização da sociedade e assegura que as mulheres em situação de violência tenham acesso ao acolhimento, proteção e encaminhamento adequado, respeitando suas especificidades e necessidades. O modelo também contribui para a padronização de fluxos e a integração dos serviços oferecidos nos municípios.
A iniciativa reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a dignidade humana, a garantia dos direitos das mulheres e a construção de uma cultura de paz e respeito, consolidando as Redes de Enfrentamento como um instrumento permanente de transformação social e de fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres em todo o estado.

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Círculos de Paz transformam diálogo em ferramenta de acolhimento em escola de Várzea Grande

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Escutar, acolher e fortalecer vínculos. É por meio dessas ações que estudantes da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, estão vivenciando uma experiência que vai além da sala de aula. A unidade foi escolhida para receber o projeto Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e Fortalecendo Vidas, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A escola funciona como unidade piloto do projeto, que prevê encontros periódicos com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta é criar espaços seguros de escuta e reflexão, contribuindo para o fortalecimento das relações e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor.

De acordo com o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a iniciativa foi direcionada inicialmente para unidades escolares que enfrentam maiores desafios sociais. “O objetivo do projeto é trabalhar inicialmente com as escolas mais vulneráveis. Vamos aplicar o método que estabelecemos no CEJUSC e, após avaliar os resultados, estudar formas de ampliar, aperfeiçoar e replicar essa experiência. A ideia é humanizar e melhorar o ambiente das escolas que apresentam mais dificuldades, especialmente aquelas onde há relatos de adolescentes envolvidos em atos infracionais”, destacou o magistrado.

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Desde o início do ano, a equipe do projeto realizou reuniões de planejamento, visitas técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e responsáveis. Em março, foram iniciados os Círculos de Construção de Paz com os estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados em Justiça Restaurativa.

Acolhimento que gera transformação

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o projeto tem contribuído para identificar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. “Fomos agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas, afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e toda a comunidade”, afirmou.

Segundo a gestora, as atividades têm proporcionado um importante processo de acolhimento e fortalecimento emocional dos estudantes. “Não temos como passar pela vida dessas crianças sem oferecer acolhimento e oportunidades de transformação. É isso que estamos recebendo com esse trabalho desenvolvido na escola”, completou.

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A programação prevê a realização de novos círculos ao longo do ano, sendo concluída com uma solenidade de encerramento, em novembro. A expectativa é que os resultados obtidos na unidade sirvam de base para a expansão da iniciativa para outras escolas da rede municipal.

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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