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TJMT investe em certificação estratégica para aprimorar governança e controle interno

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu início, no dia 2 de fevereiro de 2026, ao Curso de Certificação Profissional em Gestão de Riscos (CPGR), formação estratégica voltada ao fortalecimento da governança, do controle interno e da qualidade das decisões administrativas no âmbito do Judiciário estadual. O curso é ofertado pela Escola de Servidores, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e reúne mais de 50 servidores de áreas diretamente ligadas à gestão institucional.

Com carga horária total de 96 horas, o curso combina formato on-line e dois encontros presenciais. As aulas ocorrem às segundas e quartas-feiras, das 8h às 11h, com término previsto para 30 de junho de 2026.

A Certificação foi estruturada como uma formação estratégica para apoiar o aperfeiçoamento da gestão institucional do TJMT. O curso foi desenhado para ampliar a capacidade técnica dos servidores na identificação, análise e tratamento de riscos, contribuindo para decisões mais seguras, eficientes e alinhadas às boas práticas de governança no setor público.

Ao longo da capacitação, os participantes têm contato com modelos, metodologias e instrumentos amplamente utilizados no mercado, adaptados à realidade do Poder Judiciário. A abordagem prioriza a aplicação prática dos conteúdos, permitindo que os conhecimentos adquiridos sejam incorporados aos processos internos e à rotina administrativa do Tribunal.

Qualificação estratégica

Para Afonso Maciel, coordenador da Coordenadoria de Planejamento (Coplan), a iniciativa fortalece a governança ao investir na qualificação técnica dos servidores, ampliando a capacidade institucional de mapear vulnerabilidades e antecipar riscos.

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“A Certificação Profissional em Gestão de Riscos representa um passo estratégico para o fortalecimento da governança do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Ao investir nessa capacitação dos servidores, o TJMT consolida uma base técnica capaz de identificar vulnerabilidades, antecipar riscos e propor soluções mais eficientes, contribuindo diretamente para a melhoria da gestão e da prestação jurisdicional”, afirmou.

Segundo ele, a expectativa é de que os participantes aprofundem o domínio dos conceitos e metodologias de gestão de riscos, aliando teoria e prática, e passem a atuar como referências técnicas nas unidades onde atuam.

A relevância prática da certificação também é percebida pelos próprios participantes do curso. Para Eduardo da Silveira Campos, coordenador de Auditoria Interna do TJMT, a formação representa um avanço institucional ao estimular uma mudança de mentalidade na forma como os riscos passam a ser tratados no âmbito do Judiciário estadual.

“O curso contribui significativamente para a construção de uma nova mentalidade de trabalho, voltada à institucionalização do gerenciamento de riscos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso. Para a Auditoria Interna, essa iniciativa representa um marco relevante, ao propor um novo cenário de atuação mais alinhado às práticas de governança institucional, com foco na agregação de valor ao TJMT”, destacou.

O coordenador destaca que a Certificação contribui diretamente para a institucionalização do gerenciamento de riscos, alinhando a atuação da Auditoria Interna às práticas contemporâneas de governança e geração de valor público.

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Governança e riscos abrem a programação

No dia 4 de fevereiro, a certificação teve as aulas ministradas pelo professor doutor Paulo Ferrer, que conduziu a introdução conceitual sobre governança corporativa e gestão de riscos, estabelecendo as bases teóricas do curso.

Durante as exposições, o instrutor contextualizou a origem histórica da governança e destacou que o tema não se resume a um conceito fechado ou de senso comum, mas a um campo em constante desenvolvimento, com múltiplas definições e aplicações práticas.

A boa governança, segundo a abordagem apresentada, busca transformar princípios em diretrizes objetivas, capazes de orientar prioridades, organizar processos e otimizar resultados institucionais.

Conteúdo aplicado e formação prática

Além dos fundamentos teóricos, a certificação prevê atividades práticas em equipe, com desafios voltados à análise de cenários e à maximização de resultados, estimulando a aplicação dos conceitos à realidade do Poder Judiciário.

Ao longo de quatro meses, o curso percorre todas as etapas essenciais da gestão de riscos organizacionais. A programação inclui desde a compreensão dos fundamentos e da identificação de riscos até a definição de níveis aceitáveis, avaliação de controles, elaboração de planos críticos e análise do grau de maturidade da governança, além de estratégias de comunicação e apresentação de riscos.

Saiba mais no link: https://gestaoestrategica.tjmt.jus.br/pagina/67bce0abee0559001bd77e05

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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